Parlamentares do NE querem 'compensações' a projeto de alongamento de dívidas

Brasília - Insatisfeitos com o teor da proposta encaminhada pelo governo ao Congresso, parlamentares de Estados do Nordeste que não serão fortemente beneficiados com o projeto que prevê o alongamento das dívidas dos entes regionais com a União pretendem articular uma espécie de frente para tentar obter "compensações" do Executivo Federal. Eles querem cobrar que o governo também leve adiante a reforma da unificação do ICMS, que prevê a criação de fundos de compensação para ajudar principalmente os Estados nordestinos.

Essas "compensações" contrariam a intenção do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que disse a parlamentares e governadores em reunião hoje, em seu gabinete, ser favorável a votar rapidamente o projeto do governo. A expectativa de Renan é apreciá-lo em plenário logo após a votação na Câmara, previsto para ocorrer na próxima terça-feira, dia 29.

Os senadores pela Bahia Walter Pinheiro (PT) e Otto Alencar (PSD), ex-vice governador do Estado, vão procurar representantes de outros Estados a fim de discutir uma estratégia para pressionar o governo a se comprometer com a votação da reforma do ICMS.

"Não tem problema de aprovar o projeto da dívida dos Estados, mas não dá para aprová-la e jogar para as calendas um projeto que resolveria o problema do País", criticou Walter Pinheiro, ao afirmar que a fórmula encontrada pelo governo para acertar as finanças dos Estados foi "atrapalhada".

Otto Alencar disse que não tem acordo para a votação. Ele disse que Estados como a Bahia e Pernambuco pouco ganham com as mudanças, enquanto São Paulo será um dos principais beneficiados.

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