Clínica em Campinas distrai crianças que estão na fila por vacina

Campinas - Com cinco casos confirmados da gripe H1N1, e mesmo sem nenhuma morte, Campinas começa a registrar uma corrida a clínicas particulares em busca de vacinas. Uma das unidades especializadas na cidade, a Imunocamp, que fica em um shopping, tinha filas de três horas anteontem. Em outro local, contadores de histórias distraíam crianças durante a espera.

Na quinta-feira, 31, a Imunocamp iniciou a distribuição de senhas para a vacinação, mas teve de interromper o procedimento em poucas horas, no início da tarde, por ter atingido o limite do lote disponível.

A Clínica Previna também está distribuindo senhas e vacinando cerca de 500 pessoas por dia. No período da tarde, a distribuição foi interrompida e só deve ser retomada assim que chegar um novo lote. A demora na fila era de duas horas e a clínica organizou até apresentação de uma contadora de histórias para distrair as crianças que esperavam no local. Também houve reestruturação da equipe para acelerar o atendimento.

"A procura está sendo muito grande, principalmente para crianças, mas as pessoas não precisam entrar em pânico, pois haverá vacina para todos", disse Alda de Miranda, responsável pelo marketing da clínica. Muitas unidades de saúde especializadas em vacinação não atendiam o telefone, ontem, por causa do excesso de ligações de pessoas querendo informações. Comunicados foram colocados até em sites oficiais e no Facebook.

Campanha pública

Na rede municipal de educação não está sendo feita nenhuma campanha específica para evitar o contágio do H1N1, mas há instruções contínuas de higiene para as crianças. Em escolas particulares, a ação é mais efetiva. "Além da higienização de equipamentos e de oferecer álcool em gel para alunos, funcionários, professores e pais, estamos mandando e-mails com instruções e conseguimos descontos em clínicas de vacinação", disse Juliana Rodrigues de Oliveira, coordenadora pedagógica da Brasinha, escola que atende 200 crianças de 1 a 5 anos.

Soraia Campos, orientadora educacional do Colégio Integral, disse que a instituição começará na semana que vem um trabalho de professores com os alunos para a prevenção, além de colocar álcool em gel em todos os ambientes de grande circulação e enviar informes aos pais com instruções. "Todas as famílias são comunicadas prontamente sobre qualquer alteração no estado clínico dos nossos educandos, atitude que auxilia os responsáveis na observação dos sintomas", afirmou.

Mortes

Com três vezes mais mortes por complicações do H1N1 do que no ano passado, o interior paulista voltou a registrar mortes nesta semana. Apesar de Campinas não ter vítimas até o momento, um óbito em Americana deixou a região em alerta.

O secretário adjunto de Educação do município, Wellington Zigarti, de 34 anos, morreu domingo, por causa da H1N1. Na segunda-feira, um homem de 47 anos morreu em Holambra e há suspeita que a gripe possa ser a causa.

Em São Carlos, 16 pacientes foram notificados neste ano com a H1N1. Na cidade, um óbito foi confirmado nesta semana. Diante disso, a procura tem sido intensa nas clínicas.

Em Pirassununga, são 11 casos suspeitos e uma morte. Um óbito foi registrado em Batatais, cidade que alterou protocolo de atendimentos: funcionários da saúde foram orientados a usar máscaras cirúrgicas e a encaminhar pacientes para alas de isolamento. Já em Bauru, depois de passar mal no Pronto-Socorro Central, o preso Adelson Rodrigues Teixeira, de 52 anos, morreu anteontem, após dar entrada no Hospital Estadual. Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária informou que o detento sofreu um enfarte. Mas a suspeita de H1N1 não foi descartada.

Rio Preto

Em São José do Rio Preto, em três dias de campanha de vacinação nesta semana, a Secretaria de Saúde imunizou mais de 18 mil pessoas. A ação foi antecipada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo no município e em outros 66, usando o produto de 2015.

"A população-alvo deve tomar a vacina agora e, quando começar a campanha nacional, terá de se imunizar novamente, pois as cepas usadas vêm modificadas", ressalta Michela Dias Barcelos coordenadora do setor de imunização da Secretaria de Saúde. (Colaboraram Rene Moreira e Sandro Villar, especiais para)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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