Deputado da Rede diz que linha sucessória de poder do País está contaminada

Brasília, 05 - "Marina Silva é a pessoa que menos gostaria de estar aqui nessa situação", declarou a ex-senadora Heloisa Helena, no evento da Rede Sustentabilidade desta terça-feira, 5. Segundo ela, em 2014, quando Marina foi candidata à presidência da República, a líder da Rede foi alvo de uma campanha "caluniosa, machista e racista" por parte dos seus adversários. Hoje, o partido lançou uma campanha, junto com o PPL e PSB, para reforçar o processo que pede a cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer.

Segundo membros do partido, eles presenciaram a "fraude" das eleições de 2014 e querem contribuir com o processo que tramita no TSE. "A única coisa que nós estamos pedindo é que devolvam ao povo a possibilidade de escolher o seu destino, nós não queremos o golpismo dos que se acham donos da nação brasileira, nem o fascismo dos que se acham acima do direito", explicou Heloisa.

A ex-senadora, que foi expulsa do PT em 2003 com outros quatro membros do partido por ser considerada muito "radical", disse ainda que não tem dúvidas de que a presidente Dilma "cometeu crime de responsabilidade e rasgou a constituição". "Só o impeachment não basta, porque este Congresso não tem autoridade moral para votar esse processo, nem para assumir cargos. O problema é a linha sucessória, é o quadrilátero da lama", declarou. Ela terminou o seu discurso clamando por eleições diretas.

O deputado Randolfe Rodrigues (Rede-AP) reforçou a fala de Heloisa dizendo que "nunca antes a linha sucessória de poder no País esteve tão contaminada", criticando Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). "Golpe é impedir o povo brasileiro de resolver esse impasse político através da vontade soberana que é a urna eleitoral", afirmou Rodrigues, sobre as acusações de que o processo de impeachment seria um ato contra a constituição.

Junto com o líder do PPS, senador Cristovam Buarque, o deputado adiantou que os partidos organizarão novas manifestações nas ruas pedindo eleições diretas e para "limpar o Congresso Nacional". Rodrigues concluiu sua fala dizendo que "o melhor detergente para limpar a sujeira política é a vontade do povo". Já Buarque disse que "Dilma cometeu o crime de responsabilidade duas vezes quando escolheu Temer como vice-presidente". Para o senador, só uma nova eleição permitirá soluções de um novo modelo econômico e social no Brasil.

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