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Processo de impeachment

Governo compra apoios, dizem juristas durante ato em SP

Em São Paulo

  • Fabio Braga/Folhapress

    A jurista Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment contra Dilma

    A jurista Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment contra Dilma

Autores do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff participaram nesta segunda-feira (4) de um ato na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. A advogada Janaína Pascoal, o promotor aposentado Hélio Bicudo e o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior defenderam a saída da petista do cargo e acusaram o atual governo de comprar votos no Congresso Nacional.

O ato a favor do impeachment reuniu cerca de 3.000 pessoas, segundo os organizadores. "Os deputados precisam escolher entre o bolso e a honra", afirmou Reale Jr., que discursou do parlatório do Largo São Francisco. Em tom engajado, o jurista disse também que é difícil ver "que o impeachment depende de 20 deputados sendo cooptados pelo PT". Ele ainda chamou o PT de "quadrilha" e puxou o coro de fora Dilma bradado pelos manifestantes.

Em seu discurso, Bicudo disse que "nunca viu tantos desmandos no Brasil". Para o jurista, inclusive, "nenhum deputado ou senador tem o direito de ir contra o desejo popular, não tem o direito de manter Dilma e o PT no poder".

Aos gritos de "acabou a 'República da Cobra'" - referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, Janaína Pascoal fez um discurso que inflamou a plateia presente ao ato. "Não existe isso de alto ou baixo clero. O que existem são deputados. E as cobras que usurparam o poder estão usando das fraquezas humanas dos deputados para se segurarem no poder", disse ontem.

"Legião vai cortar asa da cobra", diz autora do pedido de impeachment

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Ainda segundo ela, é hora de discutir a quem o Brasil quer servir. "Queremos servir a uma cobra ou ao dinheiro? Nenhuma dessas alternativas. O Brasil não é a 'República da Cobra'", afirmou.

No dia 4 de março, quando foi levado a depor coercitivamente pela Polícia Federal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em discurso, que "se quiseram matar a jararaca, não bateram na cabeça, bateram no rabo".

Além de falar que a jararaca estava viva, como sempre esteve, Lula ainda afirmou que se sentia ultrajado por ter sido obrigado a depor na 23.ª fase Operação da Lava Jato.

Resistência

A advogada Maristela Basso afirmou que se o impeachment não for aprovado na Câmara dos Deputados, o processo será via Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e "se mesmo assim o impeachment não acontecer nós vamos sitiar Brasília até que cada petista seja tirado do poder".

Maristela explicou que o ato acontece do lado de fora da faculdade - diferente do ato contra o impeachment - porque querem que "represente o povo, represente toda a sociedade". As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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