Taxistas do Rio pedem desculpas por paralisar trânsito em ação contra o Uber

No Rio

  • Alessandro Buzas/Futura Press/Estadão Conteúdo

Em reunião na Secretaria Municipal de Transportes nessa quarta-feira (6), taxistas da Região Metropolitana do Rio, que pararam a capital e seus acessos na sexta-feira passada em manifestação contra o Uber, pediram desculpas à população pelos engarrafamentos provocados e receberam a garantia de que a prefeitura continuará na Justiça para tentar impedir a circulação dos carros vinculados ao aplicativo de celular.

Na terça-feira (5), a 6ª Vara de Fazenda Pública tornou o Uber legal no Rio. A prefeitura anunciou que recorrerá da decisão.

"A gente pede desculpas pelo transtorno na cidade, mas foi necessário. A classe está sofrida e precisava chamar a atenção de quem de direito. Foi muito bom saber que a prefeitura vai entrar com novo recurso na Justiça, e com a participação dos taxistas. A prefeitura está do nosso lado. É o mínimo que a gente espera", disse o motorista autônomo Igor Santos, um dos líderes do protesto de sexta-feira.

"O Uber primeiro começou a circular, para depois ser regulamentado, quando deveria ter sido contrário", alegou André de Oliveira, presidente da Associação de Assistência ao Motorista de Táxi do Brasil.

A categoria se comprometeu com o secretário de Transportes, Rafael Picciani, a não organizar novas manifestações que prejudiquem o fluxo do trânsito. Na sexta-feira, táxis bloquearam vias importantes, como as que são próximas aos aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim.

Pela decisão da 6ª Vara de Fazenda Pública, o Detro-RJ (Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio) e a Secretaria Municipal de Transportes serão multados em R$ 50 mil diários por cada multa aplicada ou veículo apreendido caso as medidas tenham ocorrido em represália à atividade do Über.

O secretário disse que serão usadas novas alegações na Justiça, como a necessidade de se regulamentar o Uber antes que os carros sejam liberados, uma atribuição municipal, conforme apregoa o Estatuto das Cidades.

"Vamos continuar na Justiça. A prefeitura não faz julgamento de mérito sobre o serviço e entende o direito de livre escolha da população, mas é um novo sistema, sobre o qual é preciso ter alguma forma de controle. Então, ao nosso ver, o Uber continua ilegal."

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