Processo de impeachment

Governo libera ministros com mandato de deputado para votar contra impeachment

Em São Paulo

  • Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Patrus Ananias é um dos ministros que vão se licenciar para participar da votação

    Patrus Ananias é um dos ministros que vão se licenciar para participar da votação

O governo decidiu que todos os ministros que têm mandato de deputado federal deverão voltar à Câmara para votar contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, informou nesta quarta, 13, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, em mensagem publicada em sua página na rede social Facebook.

Um desses ministros é o próprio Ananias, que vai se licenciar do cargo para participar da votação no domingo. Ele é filiado ao PT e elegeu-se deputado por Minas Gerais. "Estarei de volta à Câmara exercendo, ainda que nessa situação excepcional, o mandato que o povo de Minas me confiou. Permaneço junto de todos os que seguem lutando, sem cessar, pela Manutenção Democrática e pela ampliação da Justiça Social, acima de todos os interesse pessoais", escreveu.

Na terça, os três ministros do PMDB com mandato na Câmara também decidiram deixar suas pastas para votar contra o afastamento de Dilma. São eles Celso Pansera, da Ciência, Tecnologia e Inovação; Marcelo Castro, da Saúde; e Mauro Lopes, da Aviação. Segundo o acompanhamento feito diariamente pelo Estadão e o Broadcast Político, 125 deputados estão ao lado de Dilma e 324 apoiam o afastamento da presidente. São necessários 342 votos a favor do impeachment para que Dilma deixe o poder.

 

impeachment passo a passo

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Próximos passos

 

Votação na Câmara

 

O plenário da Câmara fará votação nominal dos 513 deputados (o presidente da Casa, Eduardo Cunha, do PMDB-RJ, já indicou que também deve votar) sobre o pedido de impeachment. A votação está marcada para as 14h de domingo (17). Se tiver 342 deputados a favor, o pedido segue para análise do Senado

Autorização ao Senado

Comissão é formada no Senado em dois dias e tem mais dez dias de prazo para emitir um parecer

Votação no Senado

Se, por maioria simples (41 dos 81 senadores), o Senado referendar o pedido, a presidente é afastada de suas funções por 180 dias. O vice, Michel Temer (PMDB), assume interinamente

Julgamento

Ainda no Senado, são apresentadas acusação e defesa, sob o comando do presidente do STF, Ricardo Lewandowski. Para afastar Dilma de vez, são necessários 54 votos de um total de 81 senadores

Condenação

Se condenada, Dilma perde o mandato e fica inelegível por oito anos. Temer assume definitivamente para terminar o mandato para o qual a chapa foi eleita.

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