PF está investigando situação de angolanas, diz secretário

São Paulo - Ao ser acionado pela Prefeitura de para investigar o fluxo de angolanas, o Ministério da Justiça emitiu um alerta para o Itamaraty e pediu apoio da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), segundo o secretário nacional de Justiça, Beto Vasconcelos. Embora considere "preocupante", por envolver crianças, a pasta diz que as mães têm idade economicamente ativa e podem trabalhar.

Como o Ministério da Justiça tem atuado após o conhecimento da situação em São Paulo?

Temos trabalhado em parceria com a Prefeitura, que identificou esse fluxo migratório e a vulnerabilidade dos imigrantes que estavam chegando no fim do ano passado e, em especial, no início deste ano. A administração municipal informou o Ministério da Justiça que, imediatamente, comunicou o Ministério de Relações Exteriores para que pudesse identificar qual é a conjuntura e em qual circunstância esses vistos estão sendo e foram emitidos. Também encaminhamos, imediatamente, o caso à Polícia Federal, não só para fazer o levantamento de entrada e saída para tentar identificar um desvio padrão, mas para apurar eventuais ilícitos.

A investigação pode levar quanto tempo?

São procedimentos muito especializados. Não sei precisar.

O Ministério da Justiça percebeu um aumento de imigrantes de países africanos nos últimos anos?

O Brasil enfrentou nos últimos dez anos um aumento do fluxo migratório de várias partes do mundo, não só dos países africanos. Por causa da cooperação com o continente africano, você tem mais imigração. Esse aumento do fluxo de todos os continentes se deu em razão da melhoria econômica do País nesse período. O Brasil se tornou um ator internacional importante, com visibilidade.

As angolanas vêm com filhos e não têm perspectiva de sair dos abrigos. Isso preocupa?

Indiscutivelmente. Quanto mais vulnerável o imigrante chega, mais dificuldade de integração, ainda mais em situações em que há crianças envolvidas. Mas não é um desafio intransponível. Elas têm idade economicamente ativa e, portanto, podem contribuir com o País (trabalhar).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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