Processo de impeachment

À CNN, Dilma volta a dizer que sexismo contribuiu para impeachment avançar

Em São Paulo

  • Blog do Planalto/Divulgação

    Dilma deu entrevista à CNN nesta quarta

    Dilma deu entrevista à CNN nesta quarta

A presidente Dilma Rousseff voltou a afirmar, nesta quarta-feira (27), que o fato de ser mulher contribuiu para o processo de impeachment ganhar forças e rebateu as críticas de ser "uma mulher dura". Em entrevista à emissora americana CNN, a petista disse que, quando a classificam como "dura", ela responde que é "uma mulher dura, rodeada por homens fofos, educados, gentis e bondosos".

No ano passado, em entrevista ao "Washington Post", a presidente já havia mencionado sofrer preconceito por ser mulher. Na ocasião, Dilma disse ser vítima de argumentos sexistas. "Você já ouviu alguém dizer que um presidente homem se intromete em tudo? Eu nunca ouvi. Acredito haver um pouco de viés de gênero. Sou descrita como uma mulher dura e forte que põe o nariz onde não é chamada e sou cercada por homens fofos", ironizou a presidente à época.

À CNN, a petista disse ainda que não violou a Constituição e que "outros líderes políticos têm feito pedaladas fiscais". Dilma argumentou que a baixa taxa de aprovação do governo não deveria ser motivo para o impeachment porque é "algo cíclico". "Se não fosse assim, todos os presidentes e primeiros-ministros da Europa que tiveram 20% de índice de desemprego teriam passado, inevitavelmente, por um processo de impeachment. Eles também tiveram experiência com quedas substanciais de popularidade", afirmou a presidente no vídeo.

Durante a entrevista, a correspondente da CNN Christiane Amanpour lembrou que Dilma foi eleita uma das piores líderes no mundo e tem uma taxa de popularidade "muito, muito baixa", por volta de 10%". A jornalista ainda destacou a votação expressiva na Câmara a favor do impeachment e os poucos aliados de Dilma no Congresso.

"Você acha que vai sobreviver? Você acha que vai continuar presidente ao fim desse processo?", perguntou a correspondente. "Eu vou lutar para sobreviver, não apenas pelo meu mandato. Eu vou lutar porque o que eu estou defendendo são os princípios democráticos que regem a vida política no Brasil", respondeu.

A menos de quatro meses das Olimpíadas, Dilma disse que "ficaria muito triste" se não fosse mais presidente durante o evento esportivo. Ela destacou ter ajudado "a unir esforços (para as Olimpíadas) desde o primeiro dia". Mais uma vez, a presidente afirmou que há um "golpe", conduzido por "políticos acusados de corrupção", para afastá-la da Presidência.

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