Isolamento marcou últimos momentos de Dilma antes da decisão do Senado

Brasília - O isolamento, uma constante no mandato da presidente Dilma Rousseff, marcou os últimos momentos da presidente no Palácio da Alvorada antes da decisão do Senado, que aprovou no início da manhã desta quinta-feira, 12, a admissibilidade do processo de impeachment. Por volta das 6h30, quando o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), abriu a votação e logo depois apresentou o resultado, a área ao redor da residência oficial da presidência da República estava em silêncio e sem movimentação. Alguns minutos depois, começou um barulho de fogos de artifícios na região do Lago Sul e Lago Norte, bairros nobres da capital, nas margens do lago Paranoá.

No Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente Michel Temer, localizado a um quilômetro do Alvorada, também não havia movimentação. Temer deu ordens para que a segurança só libere a entrada de parlamentares às 9h.

Só passaram pelo bloqueio das seguranças das duas pistas de acesso aos palácios carros de funcionários da presidência e seguranças lotados no órgão. Até mesmo tratores da companhia de paisagismo da capital federal foram barrados. Um homem aparentando 45 anos se aproximou de um dos bloqueios e soltou fogos de artifício. Com um semblante sério, não conversou com os jornalistas que estavam próximos ao local.

Dez minutos após o anúncio da decisão do Senado, começaram a chegar carros de reportagens com links. De 5h30 até agora, nenhum carro de autoridade chegou ao Alvorada.

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