Manifestantes seguem em passeata para casa de Temer, em São Paulo

São Paulo - Um grupo de cerca de 3.000 manifestantes liderados por movimentos sociais seguiu em passeata, na tarde deste domingo (22), rumo à casa do presidente em exercício, Michel Temer, no Alto de Pinheiros.

Os manifestantes se concentraram no Largo da Batata, a cerca de três quilômetros da residência do presidente, desde as primeiras horas da tarde. No local, líderes discursaram e entoaram cantos e palavras de ordem contra o governo interino. A organização do evento estimou que o ato tenha reunido 20 mil manifestantes.

Temer deixou sua casa pouco antes das 15h e antecipou seu retorno a Brasília.

Contra Temer e contra Dilma

Na contramão do discurso da maioria dos movimentos participantes do ato, Felipe Alencar, membro da Coordenação Nacional do Movimento Coletivo Construção São Paulo, DCE Unifesp e Centro Acadêmico de Pedagogia da Unifesp, disse que "não é porque somos contra o governo Temer que queremos a volta de Dilma".

"O governo petista foi contra os trabalhadores. E nós que somos universitários sabemos o que é faltar até papel higiênico nas universidades. Não queremos a volta da Dilma porque não queremos retrocesso", disse, em discurso.

Ele disse que o movimento defende, como alternativa, novas eleições sob novas bases e a extinção do Senado Federal.

Sem sossego para Temer

Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), reforçou a tese de que os movimentos sociais não darão um minuto sequer de sossego ao governo interino de Michel Temer. "Não tem arrego. Ou sai o Temer ou não vai ter sossego", cantava o ativista, do alto do caminhão de som.

Boulos disse que o MTST não vai permitir nenhum corte de recurso dos programas de moradias populares. "Quem lutou para ter a sua casa própria não vai permitir nenhum retrocesso", afirmou. 

Sobre a determinação do presidente interino para que a Polícia Militar fechasse a rua onde mora para evitar que os manifestantes cheguem perto de sua residência, Boulos comentou que não há nada de especial na casa de Temer para que o povo não possa chegar perto dela.

'Governo dos bancos, dos ricos e dos investigados'

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) classificou o governo de Michel Temer de "antipovo, governo das reformas da Previdência, trabalhista e da autonomia do Banco Central".

"É o governo dos bancos, dos ricos e dos investigados. É por isso que, mesmo afastado, o (Eduardo) Cunha continua mandando na Câmara. Vamos tirar este governo ilegítimo, imoral e impopular", disse o parlamentar.

Grupo distribui estêncil contra Michel Temer na Virada Cultural

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