Conselheiro da EBC diz que funcionários vão lutar contra extinção da empresa

Em Brasília

O representante dos empregados no Conselho de Administração da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Edvaldo Cuaio, rechaçou a intenção de ministros do governo interino Michel Temer de acabar com a empresa, que se transformou em um explícito instrumento de disputa entre a gestão Temer e a equipe da presidente afastada Dilma Rousseff.

Cuaio reconhece que a EBC, no último ano, foi usada "fora da sua finalidade", e funcionou como "cabide de empregos". Mas, disse que os empregados não aceitam que a empresa seja usada como "massa de manobra" do governo de momento.

Depois de defender a "importância da comunicação pública para o cidadão", disse que "é injusto que 2 mil funcionários sejam ignorados neste momento em que a empresa se tornou centro de embate político" e lembrou que existem mecanismos para retomar o controle da empresa.

O representante dos empregados defendeu ainda o projeto de comunicação pública "que precisa ser fortalecido" e que para isso "é preciso autonomia e também entendimento do verdadeiro papel da EBC". Por fim, Cuaio disse que os empregados não aceitam que "a empresa seja usada para fins políticos" e avisou: "Lutaremos por sua existência".

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