Líder do PT no Senado adota discurso de cautela sobre delação de Machado

Brasília - Apesar de atingir a cúpula do governo interino, o líder do PT na Casa, Humberto Costa (PE), adotou novamente um tom de cautela para comentar a delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Costa afirmou que é preciso dar o benefício da dúvida aos envolvidos, mas cobrou esclarecimentos.

"Esperamos que Temer dê a sua versão e explicações para a população", disse. Ele avaliou que os trabalhos da comissão do impeachment só serão influenciados caso as denúncias se agravem. Os petistas no Senado têm evitado acusar os peemedebistas envolvidos nas denúncias de Machado por temer os desdobramentos da delação do empreiteiro Marcelo Odebrecht.

As revelações do empresário podem levar a novos pedidos de prisões. Segundo fontes, há mais de 30 senadores envolvidos, quase metade da Casa, composta por 81 integrantes. Já são 12 os senadores investigados com inquéritos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Costa já foi citado em pelo menos duas delações. Em março, Carlos Alberto Nogueira Ferreira afirmou que assinou dois cheques nominativos para as construtoras do cartel no valor total de R$ 14 milhões destinados à campanha de Costa ao governo de Pernambuco, em 2006. Ele já foi citado anteriormente pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, como recebedor de propina do Petrolão para sua campanha como senador.

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