Além de Brasil, restrição do serviço de mensagens só ocorre na Ásia e na África

Não é só a Justiça brasileira que já determinou a interrupção do serviço de mensagens em nível nacional. Práticas semelhantes ocorreram em países de Oriente Médio, Sudeste Asiático e África. "A suspensão de serviços como o WhatsApp ocorre em países com regimes mais instáveis que usam estes meio para mitigar críticas contra o governo", diz Francisco Cruz, diretor do Internet Lab, centro de pesquisa em direito e tecnologia.

Em Bangladesh, o WhatsApp e outros aplicativos de mensagens foram bloqueados por duas vezes. Na primeira, em janeiro de 2015, o governo justificou a medida para combater o terrorismo. Em novembro, o WhatsApp e o Facebook ficaram fora do ar por quase três semanas, para evitar tumultos entre a população, após a Justiça sentenciar à morte dois homens que lutaram pela independência do país nos anos 1970.

Em 2012, durante o movimento da primavera árabe, o WhatsApp foi bloqueado pelo governo da Síria para dificultar a organização de protestos pelos manifestantes. Já na China, embora o acesso a redes sociais como Facebook, Twitter e LinkedIn e a apps como o Facebook Messenger seja proibido, o WhatsApp foi bloqueado apenas na região de Xinjiang, que apresenta a maior concentração de muçulmanos no país, para dificultar a comunicação entre os habitantes.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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