Governo da Turquia manda prender 90 militares das forças especiais

Istambul - Dezenas de militares das forças especiais foram presos na Turquia, neste sábado (6), no último desdobramento de uma dura repressão que sucedeu a tentativa de golpe que deixou mais 270 mortos no país, de acordo com a agência de notícias do governo, Anadolu.

Cerca de 90 membros foram presos após serem identificados por uma comissão estabelecida pelo Comando das Forças Armadas, após a tentativa de golpe.

A repressão mira supostos seguidores do clérigo Fethullah Gulen, que está exilado nos Estados Unidos, e a quem Ancara acusa de ser o mentor do golpe. Dezenas de milhares de membros do Exército, da polícia, do judiciário e funcionários do setor público foram demitidos, detidos ou presos.

A Turquia também tem reformado seu aparato de segurança após a tentativa de golpe, com o Exército sendo conduzido firmemente sob autoridade civil em uma série de decretos governamentais, após a declaração do estado de emergência.

Hoje, o primeiro-ministro Binali Yildirim presidiu uma reunião de cúpula sobre segurança, em Ancara, com autoridades de alto nível do governo e do Exército. Entre os presentes estavam os ministros de Relações Exteriores, Justiça, Interior e Defesa, e os chefes do Estado-maior, da agência nacional de inteligência e da polícia nacional. Nenhuma decisão foi anunciada na sequência da reunião. 

Presidente Turco toma decisões de ditador após levante militar

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