Sob pressão, Prefeitura de SP começa a chamar 1.300 mil professores

Em São Paulo

Após pressão dos candidatos, com abaixo-assinados e manifestações nas redes sociais, a Prefeitura de São Paulo começou a chamar neste mês os 1.300 candidatos aprovados em concurso da Secretaria Municipal de Educação para a vaga de professor de educação infantil. Em julho, reportagem do jornal "O Estado de S; Paulo" mostrou que a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) tinha um deficit de professores efetivos, ou seja, concursados, de 4.700-- 1.300 na educação infantil e o restante, no ensino fundamental.

A demora em realizar as contratações causou protesto dos candidatos, que dizem que a Prefeitura segurou o concurso por motivos políticos. "Prometeram nomeação em junho, depois julho e só chamaram agora em agosto. Queriam esperar as eleições", diz uma candidata de 32 anos que pediu para não ser identificada. Ela trabalhava em uma creche terceirizada da Prefeitura e pediu demissão após participar do concurso.

Para o presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), Claudio Fonseca, houve "morosidade" proposital da secretaria. "Eles já tinham prometido realizar as convocações diversas vezes. Ficam fazendo proselitismo e ajustando data para se aproveitar do período eleitoral. Foi claramente uma decisão política." Procurada, a secretaria não comentou a declaração.

Só em 2017

Além deste concurso, a secretaria ainda terá de convocar, a partir do próximo ano, 2,4 mil professores de ensino fundamental, de um concurso realizado neste ano. Por causa das regras do período eleitoral, a homologação do concurso só será possível a partir de 2017.

Além disso, a Prefeitura também precisará contratar 198 diretores de escola e 63 supervisores escolares, de concursos homologados em abril deste ano, com validade até 2018.

Em junho, o Estado mostrou que o número de supervisores escolares caiu na gestão de Haddad de 320 em 2012 para 249 neste ano. Hoje, há um supervisor para cada 14 escolas, em média. O profissional é o responsável por orientar, acompanhar e avaliar a implementação das diretrizes da política educacional nas redes direta, conveniada, indireta e privada.

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