Lewandowski diz que só admitirá perguntas a informante e não pronunciamentos

Brasília - Senadores aliados da presidente afastada Dilma Rousseff não querem fazer perguntas para o procurador junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Júlio Marcelo de Oliveira, que agora fala apenas como informante. Por outro lado, os senadores têm a estratégia de usar o tempo de fala para fazer pronunciamentos.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), primeira da tropa de choque de Dilma a interpelar o informante, usou seus três minutos para fazer um pronunciamento em favor da inocência de Dilma Rousseff. Em seguida, encerrou sua fala ao dizer que, por se tratar de um informante, não faria questionamentos.

A estratégia não agradou o presidente da sessão, Ricardo Lewandowski, que orientou que a senadora usasse seu tempo apenas para fazer questões objetivas. Em seguida, a senadora Simone Tebet (PMDB-MS), fez uma questão de ordem pedindo que fossem proibidos pronunciamentos na fase de testemunhas.

Lewandowski acatou a questão de Simone Tebet e pediu que os senadores fossem objetivos em seus questionamentos. Os petistas ainda vão tentar manter a estratégia, usando os três primeiros minutos como questionamento até que sejam interrompidos por Lewandowski.

Mudança

Lewandowski aceitou pedido feito hoje pela defesa de Dilma para declarar Júlio Marcelo de Oliveira impedido de participar como testemunha de acusação. Contudo, Lewandowski decidiu garantir que o procurador do TCU participe do julgamento do processo como informante.

Na prática, isso significa que todas as informações que o procurador prestar durante o depoimento de hoje não valerão como provas para a instrução do processo. Colaboraram Isadora Peron, Ricardo Brito, Fábio Fabrini

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