Dilma pede a aliados para reduzirem número de inscritos, pois está quase sem voz

Brasília - A presidente afastada Dilma Rousseff pediu a uma de suas maiores aliadas no Congresso, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), para tentar antecipar o término do interrogatório desta segunda-feira, 29. A sessão já dura cerca de nove horas, descontando os dois intervalos para almoço e janta, e Dilma afirmou que está ficando sem voz. Em sua resposta aos parlamentares, já é possível perceber a rouquidão na voz da presidente afastada.

Ela pediu para Kátia negociar a redução de oito inscritos, quatro entre os seus aliados e quatro entre os governistas. Dilma já respondeu 35 parlamentares e ainda há outros 16 inscritos. A diminuição de senadores reduziria esse número pela metade. Depois dos senadores, os advogados da defesa, José Eduardo Cardozo, e da acusação, a professora Janaína Paschoal, também terão cinco minutos cada para fazerem questionamentos.

Voz

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, pediu silêncio aos parlamentares e servidores do Senado para minimizar o esforço de Dilma. "Como todos podem perceber, a presidente está ficando sem voz", declarou. Lewandowski chegou a sugerir um intervalo para que a presidente afastada pudesse se recuperar, porém ela optou por dar sequência ao interrogatório. "Prefiro continuar, pois daqui a meia hora eu perderei a voz. É algo inexorável", respondeu. Para tentar amenizar a situação, o presidente do STF pediu a auxiliares que providenciassem um chá para Dilma e que diminuíssem a intensidade do ar condicionado no plenário.

A presidente afastada pediu a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para tentar antecipar o término do interrogatório. A sessão já dura cerca de nove horas, descontando os dois intervalos para almoço e janta, e Dilma tem receio de não conseguir responder todas as perguntas. Ela pediu para Kátia negociar a redução de oito inscritos, quatro entre os seus aliados e quatro entre os governistas.

Dilma já respondeu 36 parlamentares e ainda há outros 15 inscritos. Depois dos senadores, os advogados da defesa, José Eduardo Cardozo, e da acusação, a professora Janaína Paschoal, também terão cinco minutos cada para fazerem questionamentos.

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