Operação Lava Jato

"Não sei se ela entendeu o que estava acontecendo", disse Mantega a advogado

Em Brasília

  • Nelson Antoine/Framephoto/Estadão Conteúdo

    O ex-ministro da fazenda Guido Mantega deixa a superintendência da Polícia Federal, em maio

    O ex-ministro da fazenda Guido Mantega deixa a superintendência da Polícia Federal, em maio

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega estava ao lado da esposa, já pré-anestesiada e sendo conduzida na maca rolante para o centro cirúrgico do Hospital Albert Einstein, quando recebeu o telefonema com a notícia de que estava sendo preso. "Não sei se ela entendeu o que aconteceu, porque eu tive que sair abruptamente, ou o que falei por telefone. Espero em Deus que não", disse o ex-ministro ao seu advogado, José Roberto Batochio, para quem ligou em seguida.

Mantega foi orientado a encontrar os policiais na porta de entrada do hospital para evitar que sua esposa testemunhasse a cena. Segundo o advogado, Mantega ficou "profundamente consternado" por não poder acompanhar a esposa até o local onde ela iria passar por uma delicada cirurgia no cérebro.

Batochio considerou a prisão um ato "arbitrário, autoritário e desumano". "Apurar, sim. Combater a corrupção, sim. Mas sem essa violência. Isso precisa acabar no Brasil", disse o advogado. Segundo ele, a prisão foi revogada quando as autoridades perceberam que a "desumanidade estava sendo configurada".

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