Revogação da prisão não torna investigação inconsistente, diz líder do PSDB

Brasília - O líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), tornou a defender a Justiça e a Polícia Federal na ação que prendeu o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega nesta quinta-feira, 22, em São Paulo. O senador acredita que a revogação da prisão, que ocorreu cinco horas depois, não faz das investigações contra Mantega inconsistentes.

"Até onde se sabe a revogação da prisão de Mantega tem relação direta com o fato de a esposa dele estar internada, passando por um procedimento médico. O juiz decidiu pela soltura do ministro sem prejuízo de todas as investigações e averiguações que estão sendo feitas pela polícia", argumentou.

O tucano também ressaltou que, no entendimento de Sergio Moro, Guido Mantega não apresenta risco de fuga ou de atrapalhar as investigações. "É um ato dentro da normalidade dos procedimentos da Justiça", disse.

Petistas

Senadores do PT ironizaram decisão judicial de prender o ex-ministro Mantega, que foi revogada cinco horas depois. Nas redes sociais, senadores publicaram comentários em tom de zombaria e crítica à operação.

Para o líder do PT, Humberto Costa (PE), a revogação da prisão confirma o autoritarismo da ação. Ele também reclamou do fato de a prisão ter acontecido em um hospital, quando o ex-ministro acompanhava a esposa. "Prende-se um cidadão num hospital, ao lado da mulher com câncer, que ia se submeter a uma cirurgia. Depois, manda-se soltar. Que vergonha! Ficam absolutamente claros o abuso e o autoritarismo, que o próprio autor reconhece com a revogação do ato", escreveu.

Gleisi Hoffmann (PT-PR) acusou Moro de revogar prisão de Mantega em legítima defesa. "Após críticas, Moro revoga prisão de Mantega para que ele acompanhe esposa em cirurgia. A ordem pública não corre mais risco. Muito 'humano'", ironiza.

"Prisão só serviu pra impedir Mantega de acompanhar cirurgia da esposa com câncer e fazer propaganda anti-PT. Mais uma vez perderam a linha", escreveu Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do bloco de oposição no Senado.

O ex-ministro Guido Mantega foi preso temporariamente pouco antes das 7h da manhã no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde se encontrava para acompanhar a cirurgia de sua mulher. Segundo a PF, Mantega se entregou na portaria do hospital. Cerca de cinco horas depois, o ex-ministro foi solto por ordem do juiz Sérgio Moro. No despacho, o magistrado alegou que não sabia da condição de saúde da mulher de Mantega.

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