Centrão quer lançar candidato à presidência da Câmara na 1ª semana de dezembro

Brasília - O Centrão, bloco informal constituído por 13 siglas da base aliada do governo Michel Temer, quer lançar na primeira semana de dezembro o nome que representará o grupo liderado por PP, PSD, PR e PTB na disputa pela presidência da Câmara. Embora não haja consenso, os líderes desses partidos têm promovido reuniões semanais para lançar um candidato único na disputa de 1.º de fevereiro de 2017.

"Queremos ver se fazemos uma confluência máxima entre os partidos do grupo para não dar trombada", disse o líder do PTB, Jovair Arantes (GO). O ideal para o Palácio do Planalto seria que sua base aliada tivesse um candidato único, mas o Centrão trabalha com poucas chances de ver um candidato de seu grupo apoiado pelos partidos da antiga oposição (PSDB, DEM e PPS). "Eles são de outro planeta", afirmou um dos representantes do Centrão.

Jovair e o líder do PSD, Rogério Rosso (DF), são os nomes que despontam como possíveis candidatos do bloco. Rosso já disputou a vaga para o mandato-tampão este ano, mas foi derrotado por Rodrigo Maia (DEM-RJ). Nesta semana, Rosso enviou uma carta aos colegas defendendo "amplo entendimento" para a escolha do próximo presidente da Câmara. O gesto foi visto pelos deputados como um pré-lançamento de candidatura, mas Rosso alega que sua intenção era chamar os colegas para um momento de "conciliação".

Paralelamente à movimentação do Centrão, aliados de Maia buscam alternativas jurídicas que possibilitem sua candidatura à reeleição. Maia assumiu o comando da Câmara com a renúncia do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e, pelas regras atuais, não poderá concorrer mais uma vez na mesma legislatura. Líderes do Centrão acreditam que qualquer tentativa de manutenção de Maia no cargo não vai prosperar. "Isso é pouco provável, seria um casuísmo que não cabe", disse um deputado.

Entre os tucanos, os nomes que circulam são do líder da bancada, Antonio Imbassahy (BA), do paulista Carlos Sampaio, e do ministro das Cidades, Bruno Araújo (PE), licenciado da Câmara. Já o PT, segundo maior partido da Casa, ainda não definiu se terá um nome próprio na disputa ou se apoiará um candidato de outro partido. Embora tenha sofrido uma derrota significativa nas urnas este ano, o partido tem 58 deputados e ainda é a segunda maior bancada da Câmara, por isso deve ser um dos mais "cortejados" da sucessão de Maia em 2017. Este contou com o apoio dos petistas para derrotar Rosso, visto na ocasião como candidato patrocinado por Cunha.

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