Não vi nenhum deputado que tenha manifestado intenção de sair do PT, diz Falcão

Em São Paulo

  • Felipe Rau/ Estadão Conteúdo

    O presidente nacional do PT, Rui Falcão

    O presidente nacional do PT, Rui Falcão

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, negou nesta segunda-feira (7) que haja temor de uma debandada de parlamentares da legenda em função da crise que o partido passa após os desdobramentos da Operação Lava Jato, o impeachment de Dilma Rousseff e os resultado fracos da eleição municipal.

Após um encontro que reuniu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 48 deputados federais, a senadora Regina Sousa (PI) e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, em um hotel na capital paulista, Rui Falcão reforçou que Lula usou a reunião para valorizar a trajetória do partido e destacar o papel dos parlamentares na construção da legenda. "Não vi nenhum deputado que tenha manifestado intenção de sair do PT", disse.

Perguntado se foi debatida a possibilidade de debandada durante a reunião, Falcão disse que a pauta do encontro com Lula foi discutir a ampliação do PT na esquerda, a valorização de aproximação com movimentos sociais e a oposição ao governo do presidente Michel Temer (PMDB).

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Reunião

O presidente da PT afirmou ainda que há possibilidade de a reunião em Brasília deliberar por um sistema de eleição misto para a diretoria da legenda a partir do ano que vem.

A reunião, marcada para esta quinta e sexta-feira, deve escolher o método de eleição da nova diretoria. "Vou sugerir que a gente faça eleição dos diretórios municipais, que é sempre direta, e elejam delegados (nos municípios). E a partir daí chega a um congresso e se tiver consenso elege a direção", disse Falcão. "Caso contrário, o congresso aprova um documento político, um programa, e elege a direção em seguida, fora do congresso, se a maioria achar conveniente", afirmou.

Diferentes alas petistas defendem formas diferentes de escolha da nova direção do partido. De um lado, há a proposta de eleger por meio do PED (Processo de Eleição Direta), com voto dos filiados. Outro campo exige que o 6º Congresso do PT seja feito ainda este ano e tenha o poder de eleger os novos dirigentes.

Falcão reforçou que a reunião desta semana não vai apresentar nomes para presidir o partido, mas vai resolver o método de escolha da nova direção. "A reunião do diretório não vai discutir nomes, não tem nem o processo ainda, vai fazer um documento político que vai tratar da situação mundial, do Brasil, e que propostas o PT apresenta ao País e qual balanço nós fazemos da trajetória e se vai ser feita mudança organizacional ou não", afirmou.

O presidente do PT reforçou, em entrevista a jornalistas, que a reunião promovida por Lula nesta segunda-feira foi "a mais ampla, representativa e proveitosa" da bancada petista com o ex-presidente.

Lula aproveitou o encontro de hoje para convidar os parlamentares para o ato em sua defesa, que vai ser lançado na Casa de Portugal, em São Paulo, na quinta-feira, 10, às 18h30.

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