Prova de Linguagens teve textos curtos, mas complexos

A prova de Linguagens do Enem 2016 trouxe textos mais curtos do que nos outros anos, porém de complexidade maior. Entre as citações, estavam o músico britânico Paul McCartney e o compositor brasileiro Chico Buarque. Já a parte de Matemática exigiu muitos cálculos e havia dificuldade de resolver todas as questões no tempo proposto.

Para Thiago Dutra, professor de Matemática do Anglo Vestibulares, as perguntas de Matemática deste ano estão mais próximas da realidade dos candidatos. "As questões trataram de cisternas, dengue e má utilização dos recursos hídricos."

Sheila Felix, de 32 anos, gostou da relação dos itens com o cotidiano. "Quando a questão traz algum contexto, fica mais fácil resolver", disse a estudante, que pretende cursar Direito. Para a candidata, a prova de Matemática foi "difícil".

Ainda segundo Dutra, do Anglo, o exame demandou muita interpretação. "O aluno não precisou chegar na prova com fórmulas decoradas, bastava saber interpretar o enunciado da questão e conhecer conceitos básicos de geometria espacial e trigonometria."

Para Carlos Seno, professor de Matemática do Curso Objetivo, a prova foi trabalhosa. "Foi complicado resolver no tempo que o aluno tinha." A maioria das questões, disse Seno, cobrava cálculos mais trabalhosos.

Professor de Matemática do Curso Etapa, Alexandre Leomil chamou a atenção para a ênfase dada em questões de geometria espacial e plana em detrimento dos itens de trigonometria.

Linguagens

Diferentemente de outros anos, a prova de Português não trouxe quadrinhos ou charges e diminuiu a proporção de textos jornalísticos. "Também houve mais gramática, que tem crescido no Enem. Houve cobrança, por exemplo, de temas como coesão textual", afirma Viviane Xanthakos, professora de Português e Redação do Objetivo.

O tamanho dos enunciados e de cada uma das opções de resposta diminuiu, mas o nível de dificuldade foi mais elevado, de acordo com Viviane. Mas o candidato Vinícius Freitas achou os textos longos e afirma ter sofrido com a linguagem difícil.

"Por isso, eu tive de ler alguns mais de uma vez, o que me tomou muito tempo", afirma Freitas, de 18 anos, que fez a prova em São Paulo.

Talia Lopes, de 19 anos, achou as provas de ontem mais fáceis do que a de anteontem - Ciências Humanas e Ciências da Natureza. "Português e Inglês só tinham questões de interpretação de texto, então só era preciso estar bem atento", avalia a candidata, que também fez o exame na capital.

Na opinião de Heric Palos, professor de Português do Etapa, a prova teve gêneros textuais bem equilibrados, porém, pouca interdisciplinaridade.

Já os itens de Inglês e Espanhol, de acordo com os professores de cursinho ouvidos pela reportagem, não exigiram grande repertório do aluno e tiveram grau de dificuldade semelhante ao das edições anteriores.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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