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Rio só tem dinheiro para pagar sete meses da folha em 2017, diz Pezão

Servidores do Estado foram às ruas do centro da capital fluminense vestidos de preto, em protesto contra o pacote de auteridades - Fotoarena/Ag. O Globo
Servidores do Estado foram às ruas do centro da capital fluminense vestidos de preto, em protesto contra o pacote de auteridades Imagem: Fotoarena/Ag. O Globo

De São Paulo

08/11/2016 11h41

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou em entrevista à Rádio Estadão, nesta terça-feira, 8, que, no momento, só tem dinheiro em caixa para pagar sete dos 13 meses de folha salarial em 2017.

Segundo ele, se o pacote de austeridade do governo estadual, proposto na semana passada, não for aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e o Estado não contar com receitas extraordinárias, o máximo que o governo conseguiria pagar seriam sete meses de folha.

"Claro que a gente torce para a economia melhorar, mas não podemos contar com isso e temos que ter medidas que olhem para o futuro e para as dificuldades que teremos".

Pezão afirmou que em 2017 e 2018 o rombo nas contas públicas estaduais será de R$ 52 bilhões. Se as medidas de ajuste forem aprovadas, a estimativa do governo é que haja uma economia de R$ 28 bilhões. Dessa forma, ainda faltariam R$ 24 bilhões.

"Em 2017 e 2018, vamos correr atrás desse valor de R$ 24 bilhões com venda da dívida ativa, venda da folha de pagamento, antecipação dos royalties de petróleo. Mas sem as medidas de ajuste fica impossível equilibrar as contas", disse.

O governador do Rio ainda disse que o aumento da contribuição previdenciária é uma medida comum em fundos de previdência quando há déficit.

"Quando há déficit, todos são chamados para colaborar". Ainda segundo Pezão, a previdência do funcionalismo é muito diferente do regime geral do INSS. "O Estado não tem como arcar com o salário de R$ 21 mil reais dos coronéis da Polícia Militar ou dos Bombeiros que se aposentam com 48, 49 anos, senão vai faltar dinheiro para saúde, educação, para o salário dos ativos".

Segundo Pezão, ele se arrepende de não começar essa discussão sobre o ajuste fiscal há um ano e meio. "Me penitencio por isso."

Ele ainda completou que o País está fadado à falência se não discutir a reforma da Previdência. Pezão comentou que 21 Estados têm déficits na previdência muito maiores que as dívidas que têm com a União.

"Sem reforma da Previdência, não adianta PEC do Teto, não adianta nada, vamos virar gestores de folha de pagamento", adicionou.