Correção: Pimentel é alvo de nova denúncia da Operação Acrônimo

Brasília, 11 - A nota enviada anteriormente contém uma incorreção. A denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o governador de Minas, Fernando Pimentel, não é por lavagem de dinheiro, e sim por corrupção. Segue texto corrigido:

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou uma segunda denúncia contra o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), no âmbito da Operação Acrônimo. O ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht também foi denunciado.

A peça relaciona ainda outros quatro acusados, entre eles o empresário Benedito Oliveira, mais conhecido como Bené, que afirmou em delação premiada que a Odebrecht pagou propina a Pimentel. De acordo com Bené, o governador de Minas Gerais queria os repasses de R$ 20 milhões e R$ 25 milhões, mas a direção da empreiteira só teria autorizado o pagamento de R$ 12 milhões.

A acusação contra o grupo é pela prática dos crimes de corrupção ativa e passiva. Pimentel já é alvo de uma denúncia na operação, que está sob a análise da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG). Em outubro, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a ALMG teria de autorizar a abertura de uma ação penal contra ele.

Em nota, o advogado de Pimentel, Eugênio Pacelli, disse que essa peça ainda "mais frágil" que a anterior por ter como base "exclusivamente" o depoimento de um colaborador, no caso Bené, "não se apoiando em nenhum meio de prova admitido pela Justiça". A assessoria da Odebrecht disse que nem a empresa nem a defesa do empresário comentariam.

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