Segurança da Câmara será revista após manifestação de "baderneiros", diz Maia

Em São Paulo

O presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na manhã desta quinta-feira (17), em entrevista exclusiva à Rádio Estadão, que serão revistos os procedimentos de entrada na Casa para evitar surpresas como a da última quarta, quando um grupo de manifestantes invadiu o plenário da Câmara, gerando conflitos e danos ao patrimônio público. Eles gritaram palavras de ordem em apoio ao juiz Sergio Moro e em favor de uma intervenção militar.

Maia classificou os integrantes do grupo como "baderneiros" e afirmou que os parlamentares foram surpreendidos porque os manifestantes, que não tinham uma liderança, atuaram de forma diferente de outros grupos organizados. De acordo com ele, o grupo se dividiu e entrou por portas diferentes, dificultando o trabalho da segurança.

Por isso, segundo o deputado, a Câmara pensa em reforçar a segurança e o procedimento de revista das pessoas que quiserem entrar na Casa. Ele admitiu também que os detectores de metais da Câmara falharam e que tem informações de que armas entraram no plenário.

Os equipamentos serão consertados e todos deverão se submeter a eles, inclusive os parlamentares. "Não vejo nenhum problema de as pessoas passarem pelo detector de metais, inclusive os parlamentares", disse Maia.

O deputado disse que os manifestantes estavam em Brasília desde o feriado de terça-feira (15), mas a Câmara não foi aberta. "Tomamos a decisão de prender 51 manifestantes e encaminhá-los à Polícia Federal. Tomamos medidas enérgicas e todos concordaram com elas", afirmou.

Sobre a suposta preocupação do Palácio do Planalto com a possibilidade de os protestos de ontem na Câmara e na Assembleia dos Deputados no Rio de Janeiro desencadearem uma onda de manifestações como as de 2013, Maia disse não ver relação entre elas.

"Não vejo relação entre as manifestações de ontem e os focos de protestos que levaram às manifestações de 2013", disse, acrescentando que os protestos no Rio foram de servidores e que as de Brasília foram de um grupo contra o sistema, contra política, políticos e contra a democracia.

Maia afirmou que a invasão da Câmara ocorrida nesta quarta não comprometeu os trabalhos dos deputados, mas foi o simbolismo "de um de um ato muito grave".

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