Imprensa internacional destaca prisão do ex-governador do Rio Sérgio Cabral

São Paulo - A prisão do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) pela Polícia Federal repercutiu em alguns dos principais veículos de comunicação do mundo. Cabral foi preso por suspeita de comandar um esquema que teria desviado ao menos R$ 220 milhões.

A rede de TV britânica BBC afirmou que Cabral é um dos políticos de alto escalão do Brasil que foi preso nos últimos meses. A BBC também disse que o ex-presidente Lula também está envolvido na mesma operação que prendeu Cabral. A rede de TV também cita outros nomes que foram envolvidos na Lava Jato, como o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, João Vaccari Neto, e o empresário Marcelo Odebrecht.

O jornal britânico The Guardian afirmou que a prisão do ex-governador do Rio tem relação com o projeto da Copa do Mundo do Brasil, em 2014. Segundo o Guardian, Cabral foi a figura mais importante da política do Rio na década passada.

O El País, por sua vez, destacou que Cabral foi preso com pouco mais de 24 horas de diferença para Anthony Garotinho, detido ontem. Os dois são ex-governadores do Rio. A publicação espanhola ressalta que as prisões aconteceram em um momento de "gravíssima crise econômica" no estado, e cita os protestos na capital fluminense de ontem à tarde, contra as medidas de corte de gastos propostas pelo governador Luiz Fernando Pezão.

O argentino Clarín também repercutiu a prisão de Cabral e ressaltou que o ex-governador do Rio é integrante do PMDB, mesmo partido do presidente Michel Temer. O Clarín também afirmou que Cabral, que foi eleito em 2006 e reeleito em 2010, renunciou ao cargo em 2014, após denúncias de corrupção serem divulgadas.

Já o jornal americano The Wall Street Journal repercutiu a fala do presidente Michel Temer, que disse apoiar a independência do Judiciário no Brasil. A publicação também ressalta que a prisão veio em um momento "amargo" para os moradores do Rio de Janeiro, que decretou "estado de calamidade" este ano e propôs "medidas de austeridade drásticas" para tentar desafogar as contas públicas.

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