Correção: Milhares se reúnem no Rio contra a corrupção

Rio - A nota enviada anteriormente estava incompleta. O general Antônio Hamilton Martins Mourão foi afastado do Comando Militar do Sul em outubro de 2015 e não recentemente, como dava a entender o texto. Abaixo, a nota completa.

Milhares de pessoas se concentram na orla da praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, para a manifestação contra as mudanças no projeto de lei que trata das 10 medidas de combate à corrupção.

Três carros de som, de diferentes movimentos, convocam a população para a passeata. A manifestação, que deve se estender do posto cinco, na altura do Museu da Imagem e do Som, até o posto 2, próximo ao hotel Copacabana Palace, reúne pessoas de perfil bem diferente, que vão desde um grupo de militantes religiosos contra a legalização do aborto, até apoiadores do regime militar e que carregam um boneco inflável do general Antônio Hamilton Martins Mourão.

O polêmico general foi afastado do Comando Militar do Sul, em outubro de 2015, após incitar oficiais da reserva para o "despertar de uma luta patriótica" e para uma homenagem póstuma ao general Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI - órgão de repressão política durante a ditadura militar no Brasil - e reconhecido pela Justiça como torturador.

Mesmo após ser afastado, Mourão recebeu, no começo deste ano, a Medalha Negrinho do Pastoreio, do governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), "em reconhecimento ao trabalho prestado no Comando Militar do Sul".

Apoio a Moro

Muitos manifestantes também carregam faixas em apoio à atuação do juiz Sérgio Moro, do Ministério Público e da Polícia Federal. Um boneco de Moro em traje de gala em tamanho real foi aplaudido pelos presentes, que também usam camisetas em reverência ao juiz.

Adriana Balthazar, uma das coordenadoras do Movimento Vem pra Rua RJ, disse que ainda não é possível estimar a quantidade de pessoas esperadas para o protesto, mas que será "grande". "Estão chegando grupos de todos os lugares: Ministério Público, Igreja, a população como um todo. Queremos chamar a atenção para a pressão que a Lava Jato está sofrendo e para os congressistas, que estão tentando fazer lei para salvar a própria pele".

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