Alckmin reforça que acidente de filho em helicóptero precisa ser investigado

São Paulo - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) reforçou que o acidente do helicóptero que matou seu filho e mais quatro pessoas em abril de 2015 precisa ser investigado. Nesta semana, o Ministério Público rejeitou a investigação da Polícia Civil que indiciou cinco funcionários da Helipark, empresa que fez a manutenção na aeronave. O MP afirmou que conduzirá uma investigação paralela.

Para o MP, não é possível concluir com os laudos da Polícia que de fato houve defeito apontado como causa da queda. "Eu não li o documento do Ministério Público. Agora, há necessidade de investigação. Ninguém vai trazer de volta o meu filho ou as demais pessoas que faleceram. Um acidente com cinco mortes, que tudo indica que foi falha no equipamento de revisão, é preciso ser investigado até para que isso não se repita", afirmou.

A declaração foi feita em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeiras, onde Alckmin anunciou um pacote de incentivos para a indústria e setores do agronegócio.

Embu das Artes

Ao comentar as investigações envolvendo o prefeito eleito de Embu das Artes, Claudinei Alves dos Santos (PR), o governador rechaçou os comentários que era amigo do político. Ao ser perguntado sobre fotos de Santos com ele, Alckmin afirmou que tira fotos todo dia e não pede a ficha de ninguém. "Se tem alguma coisa, Justiça nele", disse Alckmin.

A Justiça Eleitoral suspendeu na quinta-feira a diplomação de Ney Santos, como é conhecido o prefeito, atendendo a pedido do Ministério Público de São Paulo. O político é considerado foragido desde a deflagração da Operação Xibalba, no último dia 9 de dezembro, quando foram cumpridos 49 mandados de busca e cumpridos 14 mandados de prisão preventiva, sendo que sete pessoas estão foragidas, entre elas, Santos.

No pedido à Justiça, o Ministério Público sustenta que o prefeito eleito "usou contribuições provenientes de lavagem de dinheiro oriundo de tráfico de entorpecentes, incluindo os valores doados pelo próprio eleito para a campanha. Tais delitos seriam realizados pela organização criminosa conhecida como Primeiro Comando da Capital (PCC), da qual o investigado seria integrante."

Assaltos

Alckmin ainda comentou os assaltos à casa de seu cunhado e a invasão da residência da irmã do deputado federal Paulo Maluf, ambos na quinta-feira. Ele disse que todos os envolvidos serão presos. "Já tem quatro presos, serão presos os demais, a polícia está fazendo trabalho de investigação, inclusive pegando receptadores de joias, equipamentos, e está toda empenhada", afirmou.

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