Custo de Ministério da Segurança não é exatamente o problema, diz ministro

Em Brasília

  • Alan Marques/Folhapress

    O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, falou após reunião com o presidente Michel Temer

    O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, falou após reunião com o presidente Michel Temer

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse nesta quarta-feira (11) que mais importante do que a discussão sobre a criação de um ministério para tratar de segurança pública é a aplicação efetiva de recursos na área.

Questionado se não seria um contrassenso lançar uma pasta para tratar exclusivamente de segurança pública em tempos de ajuste e cortes, Dyogo afirmou que "não será feito "absolutamente nada" que não seja condizente com as metas fiscais estabelecidas.

"A questão de criar ou não criar ministério, o custo de um ministério em si não é exatamente o problema. O problema é o recurso que você aplica naquela área. O que eu estou dizendo é: nós já ampliamos consideravelmente os recursos aplicados na área de segurança do ponto de vista federal, ainda que o tema da segurança não seja um tema exclusivo do governo federal", afirmou Dyogo.

O ministro participou na manhã desta quarta-feira de uma reunião no Palácio do Planalto com o presidente Michel Temer e outros seis ministros do núcleo de infraestrutura para tratar de obras inacabadas.

Segundo Dyogo, não foi discutida nessa reunião de infraestrutura a criação do Ministério da Segurança Pública. Mesmo assim, as eventuais implicações orçamentárias de uma nova pasta dominaram a coletiva que o ministro concedeu à imprensa depois.

"A questão que se põe não é exatamente essa se cria ou não ministério, o que importa é o que se aplica de recursos na área e se isso está ou não compatível com o orçamento e com as metas fiscais", observou o ministro do Planejamento.

"Do ponto de vista fiscal, não será feito absolutamente nada que não seja condizente com as metas fiscais estabelecidas. Então, se houver um aumento de recursos para uma área, evidentemente que isso será compatível com o orçamento e compatível com aquilo que nós tivermos de receita. Não faremos absolutamente nada que não seja compatível com as metas fiscais."

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