Zarattini: desconforto em apoiar candidato pró-impeachment é 'questão secundária'

Brasília, 17 - O líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), classificou como uma "questão secundária" o desconforto relatado por deputados petistas de apoiar um nome à presidência da Câmara que tenha votado a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Após reunir a bancada em Brasília nesta terça-feira, 17, o líder do PT afirmou que o partido vai conversar com todos os candidatos e exigir que seja seguida a regra da proporcionalidade para que o PT tenha um lugar na Mesa Diretora no próximo biênio. "Aqui não se trata de ter coerência ou não. Nós queremos que aqueles candidatos que querem presidir a Câmara dos Deputados se comprometam em estabelecer a democracia na Casa, em permitir que a Casa funcione através das suas regras", disse.

Segundo Zarattini, a reunião não definiu quem o partido vai apoiar, mas essa decisão deverá ser anunciada na próxima semana, após uma conversa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcada para esta quinta-feira, 19. Ele descartou, porém, a possibilidade de o partido não se posicionar na disputa. "Nós temos uma opinião política, e a opinião política vai ser a da maioria da bancada", disse.

Além da questão da proporcionalidade, o líder petista também afirmou que vai cobrar do candidato que for apoiado pelo PT que a Casa funcione regularmente, e não em um estado de "exceção" como aconteceu quando o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) presidiu a Câmara.

Segundo ele, uma das exigências será que não haja atropelos no debate sobre os projetos que forem enviados ao Congresso pelo governo, como a reforma da Previdência. "Nós queremos que haja o tempo necessário para debater a reforma, porque o governo quer passar a reforma da Previdência a toque de caixa no Congresso", disse.

Apesar do discurso do líder, parte dos deputados do PT tem se posicionado contra a possibilidade de apoiar nomes como o atual presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) ou Jovair Arantes (PTB-GO), que fazem parte da base aliada do presidente Michel Temer e foram a favor do afastamento de Dilma. A ala menos pragmática do partido defende que o PT faça aliança com um candidato que represente a oposição, como o deputado André Figueiredo (PDT-CE).

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