Mesmo com troca de relator, Lava Jato não deve sofrer atrasos, diz advogado

São Paulo - O advogado César Caputo, do escritório Caputo Advogados, não acredita em grandes atrasos da Operação Lava Jato por conta da troca do seu relator no Supremo Tribunal Federal (STF), devido à morte do ministro Teori Zavascki, que estava a bordo de um avião de pequeno porte que caiu nesta quinta-feira, 19, em Paraty, litoral do Rio de Janeiro. "As instituições do Brasil são fortalecidas. É uma grande perda. Teori era um jurista muito concentrado nos seus afazeres", afirmou. "Mas o Supremo tem ministros muito qualificados e aptos a assumir a Lava Jato", avaliou Caputo, em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.

De acordo com ele, contribui para eventual substituição do relator da Lava Jato o fato de todos os ministros do STF terem conhecimento do caso. Afirmou ainda que, tamanha a importância do assunto, a troca deve ser tratada de forma célere, de modo que não gere atrasos no andamento da Operação.

"Terão especulações de todos os lados, mas a troca do relator da Lava Jato tem de ser tratada de forma republicana e independente, como tem de ser", disse Caputo.

Zavascki estava a bordo de um avião modelo king air C-90. A aeronave decolou por volta das 13 horas do aeroporto do Campo de Marte, em São Paulo, com destino à Paraty.

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