Rio transborda e inunda bairros ribeirinhos em Piracicaba

Sorocaba - O Rio Piracicaba atingiu vazão de 635 metros cúbicos por segundo, na manhã desta sexta-feira, 20, e a água invadiu ruas e praças na região ribeirinha, em Piracicaba, interior de São Paulo. A vazão média em janeiro é de 200 m3/s. A Defesa Civil colocou equipes e veículos de prontidão para retirar os moradores, mas as famílias se negavam a deixar as casas. A Rua do Porto, o Largo dos Pescadores e bairros como Ondinhas e Green Park estavam parcialmente alagados. Às 17 horas, a vazão baixou para 606 m3/s, mas o rio ainda estava em situação de emergência, segundo a Defesa Civil.

Ruas e pontos turísticos próximos à cachoeira foram interditados por segurança. Mesmo assim, muitas pessoas foram à beira do rio para apreciar o grande volume de água. A enchente atraiu para o Piracicaba um bando de cabeça-seca, ave típica do Pantanal mato-grossense. As aves pousaram em arbustos e copas de árvores no Parque do Mirante e foram vistas disputando peixes. A enchente cobriu extensas áreas de pastagens e várzeas na região do Tanquã, no Distrito de Artemis, onde o Piracicaba estava com vazão de 606 metros cúbicos por segundo.

Emergência

Em Tatuí, as águas do Rio Sorocaba atingiram casas e chácaras do bairro Americana, na zona rural. Na tarde desta sexta-feira, os acessos ao conjunto de casas estavam cobertos pela enchente. O município vem sendo castigado pelas chuvas desde o início de janeiro e sete ponte da área urbana estão total ou parcialmente interditadas.

Nesta sexta, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) assinou decreto confirmando a situação de emergência decretada pelo município. A medida vale por 180 dias.

Em Apiaí, no Alto Vale do Ribeira, as chuvas causaram o transbordamento do Ribeirão do Ouro e pelo menos 60 casas ficaram alagadas. A enchente cobriu um trecho da rodovia SP-249, que permanecia interditada. Em Ibiúna, um córrego transbordou no bairro dos Gatos, na zona rural, deixando 25 pessoas desalojadas. Elas foram tiradas de oito casas, tomadas pelas águas, e levadas para casas de parentes. Em Mirassol, um prédio da prefeitura, no centro da cidade, desabou com as chuvas. No momento da queda, não havia funcionários no imóvel, que abriga o Departamento de Trânsito.

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