Entidade põe Moro e juiz que autorizou prisão de Cabral e Eike em lista de nomes ao STF

Em São Paulo

  • Reprodução/Facebook e Heuler Andrey/Dia Esportivo/Estadão Conteúdo

    Marcelo Bretas (à esq) e Sergio Moro estão na pré-lista de 30 nomes

    Marcelo Bretas (à esq) e Sergio Moro estão na pré-lista de 30 nomes

Responsável por autorizar a prisão do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), em novembro passado, e do empresário Eike Batista, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, é um dos nomes em uma pré-lista da Associação dos Juízes do Brasil (Ajufe) com sugestões para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF).

A entidade da magistratura abriu uma consulta entre seus associados para formar uma lista tríplice a ser enviada ao presidente Michel Temer, a título de sugestão. O presidente vai indicar um nome para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Teori Zavascki, morto na semana passada na queda de um avião.

Além de Bretas, a pré-lista tem outros 29 nomes. Entre eles, o do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância.

A relação será agora submetida aos membros da Ajufe, que votarão para escolher três nomes. No início da próxima semana, a lista será definida com os três mais votados e a relação será apresentada pelo próprio presidente da Ajufe, Roberto Veloso, a Temer.

Depois de Moro se destacar na Operação Lava Jato em Curitiba, Marcelo Bretas já vem chamando a atenção por sua atuação na parte das investigações no Rio.

Na prática, Temer não tem obrigação de aceitar qualquer indicação externa para a vaga. Mas o movimento da Ajufe tem peso político para influenciar a escolha.

Outros nomes

Além dos dois juízes relacionados às operações recentes, a pré-lista da Ajufe também inclui nomes como o do desembargador Fausto De Sanctis, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que ganhou notoriedade durante a Operação Satiagraha. Na época, em 2008, autorizou a prisão do empresário Daniel Dantas e comprou briga com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes que, por duas vezes, revogou o mandado de prisão. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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