Racha na bancada governista marca disputa por cargos na Mesa da Câmara

Em Brasília

  • André Dusek/Estadão Conteúdo

A eleição da Mesa Diretora da Câmara nesta quinta-feira, 2, foi marcada por rachas na bancada governista. No PSDB, a briga interna foi exposta no plenário pela vaga da Segunda-Secretaria e no PMDB, partido do presidente Michel Temer, o candidato oficial da sigla para a Primeira Vice-Presidência sequer chegou ao segundo turno.

No ninho tucano o impasse se deu quando a deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO) - vice-presidente nacional da sigla - passou por cima da decisão da bancada e lançou sua candidatura avulsa. O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) foi escolhido em votação interna para representar o partido na Mesa Diretora e Mariana, apesar de brigar pela indicação da bancada, não participou da eleição interna por receio de perder para o colega.

Aconselhada por parlamentares do Centrão e do PMDB, que queriam derrotar Sampaio em plenário, Mariana manteve a candidatura, mas sofreu o constrangimento de ver o deputado se retirar da disputa e ouvir o líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli (SP), dizer que seu nome não representava o partido.

Embora tenha levado o posto por 416 votos, Mariana recebeu recados de que seu gesto terá consequências. "Não estou nem aí, não tenho nada a perder", disse à reportagem. Tucanos concluíram que Mariana saiu chamuscada do episódio.

Entre os peemedebistas, o irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima sofreu as consequências do parentesco e foi atropelado pelos colegas de bancada. Lúcio Vieira Lima (BA) teve 133 votos e não passou do primeiro turno. Entre o preferido da bancada ruralista, Osmar

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