Contra possível motim no Rio, Pezão antecipa reajuste de 10,22% na segurança

No Rio

  • Pedro Ladeira/Folhapress

    Reajuste no setor de segurança seria pago apenas em 2020, mas Pezão resolveu antecipar para evitar possível motim da Polícia

    Reajuste no setor de segurança seria pago apenas em 2020, mas Pezão resolveu antecipar para evitar possível motim da Polícia

Para evitar um possível motim na área de segurança, o governador do Rio Luiz Fernando Pezão garantiu o pagamento dos salários dos servidores da segurança no próximo dia 14, com reajuste de até 10,22%. No pacote de ajuste fiscal para o Estado anunciado no fim do ano passado, o governo previa adiar o pagamento dos reajustes da categoria para 2020.

Pezão conversou nesta quarta-feira (8) com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, sobre a onda de rumores nas redes sociais a respeito de supostos movimentos para paralisar as atividades de policiais militares no Rio, a exemplo do que acontece no Espírito Santo. A ideia é acionar o setor de inteligência das Forças Armadas para tentar localizar as origens do que o governo chamou de "boatos" em nota.

Na manhã desta quarta-feira, Pezão se reuniu por cerca de três horas com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Wolney Dias, e o secretário de Segurança, Roberto Sá, para tratar do assunto e traçar a estratégia a ser adotada caso aconteça uma ação semelhante à registrada no Estado vizinho, onde o motim de policiais militares já entrou no quinto dia e a situação ainda é tensa.

Em nota, o governo informa que Pezão confirmou que o Estado vai cumprir o calendário e pagar no décimo dia útil, em 14 de fevereiro, os salários de janeiro dos servidores ativos e inativos da área de segurança - policiais militares e civis, bombeiros, agentes penitenciários e demais funcionários das secretarias de Segurança e Administração Penitenciária e órgãos vinculados - e ativos da Educação. De acordo com o governador, os salários da segurança serão pagos com mais uma parcela do reajuste concedido em 2014.

Pezão frisou que depende do acordo com o governo federal para normalizar os pagamentos das demais categorias. Nesta terça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) recomendou em parecer que o pedido do governo fluminense para antecipar termos do acordo de recuperação fiscal firmado com a União seja indeferido. A Advocacia-Geral da União (AGU) e as áreas jurídicas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal também foram contra a antecipação dos benefícios, que incluem a concessão de novo empréstimo de R$ 6,5 bilhões para que o Estado pague salários atrasados.

"A gente sabe o que representa a segurança pública para o Estado do Rio. Por isso, mantemos esse compromisso o tempo inteiro, mesmo com muita dificuldade. É uma situação muito difícil. Eu queria pagar todos os servidores em dia, mas eu dependo do acordo que a gente está fazendo com a União e da aprovação das medidas que vamos mandar para Assembleia Legislativa. Isso vai dar previsibilidade para colocar os salários em dia e todo mundo receber no mesmo dia", afirmou Pezão.

Os servidores da segurança receberão o pagamento de janeiro com até 10,22% de aumento. O reajuste foi aprovado, em cinco parcelas, em 2014, pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), e o Estado paga, na próxima terça-feira, 14, a terceira parcela para ativos e inativos. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros terão reajuste de 7,65%. Já para a Polícia Civil o porcentual será de 10,22%. Delegados da Polícia Civil terão os vencimentos reajustados em 3,3%. Inspetores de segurança e Administração Penitenciária receberão aumento de 3,24%.

Os reajustes foram instituídos pelas leis 6.840/2014, 6.833/2014 e 6.841/2014, respectivamente. As duas últimas parcelas serão pagas em 2018 e 2019, informou o governo.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos