Diego Herculano/AFP

Violência no Rio

Impedidos de entrar no quartel, policiais cantam hino no Rio

Do Rio

No terceiro dia de protesto de mulheres de policiais militares do Rio, cerca de 100 agentes do Batalhão de Choque, no Centro da capital, se mantêm do lado de fora, impedidos de entrar no batalhão. O movimento das esposas dos policiais reivindica o pagamento de salários e benefícios atrasados pelo governo do Estado.

Neste domingo (12), por volta das 8 horas, quando haveria troca de turno, os policiais se reuniram para cantar o hino nacional e o do Batalhão de Choque, numa demonstração de que compareceram ao trabalho.

Segundo uma das mulheres do grupo de protesto, a ideia hoje é impedir a entrada dos policiais no batalhão para evitar que, como no sábado, os agentes sejam deslocados de helicóptero para o patrulhamento da rua. Assim, elas acreditam que a segurança dos blocos de carnaval e das praias ficará comprometida, o que ajuda a pressionar o governo.

Parte dos 452 blocos com autorização da prefeitura do Rio já realiza desfiles no pré-carnaval do Rio neste domingo, em diversos bairros da cidade. O dia de sol também deverá atrair muitos banhistas para as praias da zona sul e da zona oeste.

No 16º Batalhão, em Olaria, na zona norte, o trânsito de helicópteros foi intenso no início da manhã. As manifestantes contaram seis decolagens a partir do pátio do batalhão.

"A tendência é o movimento crescer. Só vamos retirar o bloqueio quando tivermos melhorias. Pagar o salário de janeiro não resolve", afirmou Waneska, que não quis informar seu sobrenome. Ela participa do grupo de mulheres do batalhão de Olaria.

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