Temer diz que Aloysio vai continuar a 'universalizar as relações exteriores'

André Ítalo Rocha, Tânia Monteiro e Daniel Weterman

Brasília e São Paulo

Em cerimônia de posse dos novos ministros das Relações Exteriores e da Justiça, o presidente Michel Temer (PMDB) afirmou que Aloysio Nunes, o novo titular do Itamaraty, vai continuar aquilo que o antecessor, José Serra, começou: universalizar as relações exteriores.

Temer afirmou que Aloysio Nunes "conhece bem o Brasil e o mundo" e vai fazer aquilo que Serra começou. "Não vamos segmentá-las as relações exteriores em nome de interesses desta ou daquela qualidade, mas vamos universalizar as nossas relações', disse Temer.

O presidente destacou que o trabalho iniciado por Serra, também presente à cerimônia, irá prosseguir com o sucessor e terá o esforço de trazer a diplomacia brasileira às suas "melhores tradições: a defesa dos valores e dos interesses de todos os brasileiros".

Dirigindo-se aos dois novos ministros - Aloysio e Osmar Serraglio, da Justiça - Temer falou que a tarefa vai ser enorme: recolocar o Brasil no rumo do desenvolvimento.

Com relação ao ex-ministro Alexandre de Moraes, que saiu da Justiça e assumirá uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), Temer disse que ele vai fazer um "belíssimo trabalho na área jurídica" como ministro da Corte.

'Semiparlamentarismo'

Com uma plateia repleta de deputados e senadores, Temer usou o evento para pedir, mais uma vez, o apoio dos parlamentares na aprovação das reformas do governo no Congresso. A próxima que o Planalto pretende garantir é a da Previdência, em tramitação na Câmara.

"Temos reformas fundamentais, importantes, para o País. Ainda agora, no Congresso, temos absoluta convicção de que nós vamos ter sucesso em nome do País", falou o presidente, que pediu aos parlamentares que tenham a consciência de que não estarão votando a favor do governo, mas, do Brasil.

Na posse de um deputado como ministro da Justiça e de um senador como chanceler, Temer classificou como uma "integração extraordinária" a relação do governo com o Congresso. "Às vezes me dizem que estou fazendo uma espécie de semiparlamentarismo. Nenhuma objeção, faço com muito prazer", disse o peemedebista, justificando que pratica um governo democrático, não centralizador, e que trabalha junto com o Legislativo.

Temer aproveitou o discurso para dizer também que os resultados da política econômica do governo "já começaram a aparecer". Segundo ele, as "coisas começam a respirar" na economia pela vontade coletiva de recuperação. Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o resultado do PIB brasileiro em 2016, que recuou 3,6% em relação a 2015. No último trimestre do ano, no entanto, o PIB ficou em -0,9%.

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