Dersa usa verba de obra do Rodoanel Norte para implantar museu em SP

Bruno Ribeiro e Fabio Leite

São Paulo

Após anos de impasse com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Dersa decidiu usar parte do dinheiro destinado às obras do trecho norte do Rodoanel para contratar o projeto museológico necessário para viabilizar a abertura do Museu Regional de Arqueologia de Carapicuíba, na Grande São Paulo.

O prédio do museu foi construído pela estatal paulista há quatro anos ao custo de R$ 2,3 milhões como compensação ambiental pela construção do trecho oeste do Rodoanel, que foi inaugurado em 2002. O local, porém, nunca foi aberto ao público por falta de projeto museológico.

Dersa e Iphan jogavam um para o outro a responsabilidade pela implantação do museu, que terá em seu acervo peças de cerâmica, telha e louças do século XVIII encontradas nas escavações de vários trechos do Rodoanel. As peças estão do Museu de Arqueologia da USP.

Agora, a Dersa anunciou que vai usar parte do financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a construção do trecho norte, ainda em execução, para custear 50% da contratação de uma consultoria que fará o Plano Museológico Institucional e o Projeto Museológico Executivo para implantação do futuro, ao custo de R$ 472 mil.

Segundo a estatal controlada pelo governo do Estado, a contratação deve ser concluída em três meses e o projeto em seis meses após a assinatura do contrato. A abertura do museu, contudo, depende do Iphan e da Prefeitura de Carapicuíba, que serão os responsáveis pela administração do acervo e do prédio.

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