Lula chega a congresso da Contag saudado pela militância

Isabela Bonfim e Vera Rosa

Brasília, 13

Na véspera de seu depoimento como réu na Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido com saudações e gritos de guerra por militantes no 12º Congresso Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares nesta terça-feira, 13, em Brasília.

O evento é organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag). Ao chegar para compor a mesa do congresso, o ex-presidente foi saudado pelos presentes, com gritos de "Lula guerreiro do povo brasileiro" e "Lula presidente".

Também houve gritos de "Fora Temer". De acordo com a organização do evento, mais de 2 mil trabalhadores rurais e agricultores familiares de todo o País devem participar dos três dias de evento. Além de Lula, os senadores José Pimentel (PT-CE), Humberto Costa (PT-PE), Lindbergh Farias (PT-RJ), Fátima Bezerra (PT-RN) e os deputados José Guimarães (PT-CE) e Carlos Zarattini (PT-SP) também participam da cerimônia. O secretário geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Ulrich Steiner também compôs a mesa de debates.

Depoimento

Acusado de tentar obstruir as investigações da operação Lava Jato, Lula será interrogado nesta terça-feira, a partir das 10h, na sede da Justiça Federal de Brasília. Esta será a primeira vez que Lula será questionado em juízo como réu numa ação penal relacionada à Operação Lava Jato.

Também são réus da ação penal o pecuarista José Carlos Bumlai; o ex-senador Delcídio Amaral; o banqueiro André Santos Esteves; o ex-assessor de Delcídio, Diogo Ferreira Rodriguez; o advogado Edson Siqueira Ribeiro Filho, e o filho de Bumlai, Maurício. Os advogados dos réus e o representante do Ministério Público Federal, além do juiz Ricardo Leite, podem fazer perguntas para o ex-presidente.

Em acordo de delação premiada, Delcídio acusou Lula de participação na tentativa frustrada de impedir que Nestor Cerveró concluísse as tratativas com o Ministério Público para um acordo de delação premiada. Segundo o ex-senador, Lula foi o mandante de um esquema para tentar comprar o silêncio de Cerveró.

Delcídio disse ter procurado Maurício Bumlai, filho do pecuarista José Carlos Bumlai, e obtido repasses em dinheiro vivo. Delcídio também ofereceu ao filho de Cerveró uma mesada de R$ 50 mil, que seria financiada pelo banqueiro André Esteves, do BTG Pactual. O caso levou à prisão de Delcídio em novembro de 2015. Ele foi solto em fevereiro de 2016 após firmar acordo de delação premiada. A Justiça Federal do DF aceitou denúncia contra os envolvidos em julho do ano passado.

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