Alckmin entra na Justiça contra paralisação e critica metroviários e professores

Daniel Weterman

Em São Paulo

  • Mister Shadow/ASI/Estadão Conteúdo

    O governador Geraldo Alckmin, concede coletiva de imprensa

    O governador Geraldo Alckmin, concede coletiva de imprensa

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), tenta na Justiça evitar que os metroviários façam uma paralisação programada para a quarta-feira, 15. Após o Sindicato dos Metroviários de São Paulo sinalizar participação na greve geral de amanhã contra a reforma da Previdência, Alckmin anunciou que entrou na Justiça com um pedido de liminar para garantir o funcionamento do sistema Metrô em São Paulo.

O governador criticou a tentativa de paralisação dos metroviários e dos professores, que aderiram a um movimento nacional para fazer protesto contra a proposta que o presidente Michel Temer (PMDB) enviou ao Congresso Nacional para reformar a Previdência.

"Não tem razão paralisar um sistema de metrô que transporta 5 milhões de passageiros porque é contra e quer mudar a reforma da Previdência. Pode fazê-lo, mas não dessa forma", disse o governador. "Entramos com pedido de liminar e seremos duríssimos no sentido de cumprimento da decisão judicial", afirmou.

O governador avaliou que os metroviários não podem parar e prejudicar a vida de trabalhadores que precisam se deslocar aos seus locais de trabalho. Ele também dirigiu a crítica aos professores, falando que alunos não podem ficar sem aulas por causa das manifestações. "Em relação à reforma da Previdência, está em discussão, pode ser aperfeiçoada, rejeitado ou aprovada. O que não tem sentido é o aluno não estudar por causa disso, o trabalhador não poder usar o transporte coletivo", comentou.

No Estado, os professores pedem também o reajuste salarial em 2017. Alckmin afirmou que a Secretaria da Educação vai estar em contato permanente com as entidades do magistério e as que representam os profissionais do setor administração da pasta. O governador determinou que o secretário de Educação, José Renato Nalini, monte um grupo com professores para acompanhar o orçamento do Estado. A intenção é dar reajuste apenas quando a arrecadação aumentar. O governo do Estado espera melhora na arrecadação a partir do segundo semestre do ano, como já falou o secretário estadual da Fazeda, Helcio Tokeshi.

O secretário Nalini afirmou que o governo entende a reivindicação e se solidariza com os professores, mas disse que um reajuste vai ser dado apenas "quando a economia melhorar". O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) afirma que os salários estão defasados em 20%, já que não há reajuste desde 2014. "Assim que nós pudermos, vamos premiar o funcionário compensando esse longo período em que não houve possibilidade de fazer reajuste, conforme eles merecem", disse o secretário.

Reforço

O governador anunciou um processo seletivo para aulas de reforço em 2.105 escolas que estão com baixo desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A proposta é contratar professores, inclusive aposentados, e universitários para aulas com jornada de 5 ou 15 horas e uma remuneração de até R$ 1,5 mil.

O projeto vai ocorrer em parceria com o governo federal, por meio do programa Mais Educação, e vai receber investimentos de R$ 20 milhões da União. A partir de 27 de março, os interessados podem fazer o cadastro junto ao Ministério da Educação e de disponibilizar para dar as aulas. A intenção é reforçar especialmente os ensino de Língua Portuguesa e Matemática.

O secretário da Educação, José Renato Nalini, disse que espera que aposentados se interessem no programa e voltem a ter contato com os alunos. "Nós reconhecemos que os aposentados estão numa situação aflitiva, mas vemos essa possibilidade de se credenciarem para acompanhar turmas. O retorno deles, o contato com as crianças, pode ser saudável para eles", afirmou. A Secretaria espera que 200 mil estudantes participem do programa.

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