Operação Carne Fraca

Alckmin sinaliza que vai voltar a servir carne na merenda nas escolas em SP

Tânia Monteiro

Em Brasília

  • Mister Shadow/ASI/Estadão Conteúdo

    Alckmin (PSDB) voltou atrás na decisão de tirar a carne das merendas escolares

    Alckmin (PSDB) voltou atrás na decisão de tirar a carne das merendas escolares

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), sinalizou ao Palácio do Planalto que vai rever a decisão da Secretaria de Educação do Estado que anunciou, na manhã desta segunda-feira (20) a suspensão temporariamente da utilização de carne na merenda das escolas paulistas.

Esta medida preocupou muito o governo federal porque poderia gerar um efeito em cascata nos demais estados, agravando, ainda mais os problemas já enfrentados com o mercado em geral, por conta da Operação Carne Fraca, que detectou fraude na liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos no País.

Ao tomar conhecimento da medida, tanto o Ministério da Agricultura quanto o Planalto entraram em ação para tentar reverter o quadro. O governo federal teme também que esta suspensão possa ter um efeito ainda mais negativo no mercado externo, onde o Brasil luta para reverter os embargos já anunciados.

Uma medida como essa no mercado interno, reforça o discurso lá fora contra o produto brasileiro. A suspensão temporária foi anunciada por meio de uma circular expedida pela Diretoria de Alimentação e Assistência ao Aluno da Secretaria de Educação de São Paulo, às direções das escolas de São Paulo suspendendo o consumo de carne bovina, salsicha e peito de frango nos colégios. Os produtos seriam substituídos por outros produtos como ovos, sardinha, verdura, carne suína, entre outros.

Laudos

À Agência Brasil, as secretarias estadual e municipal de Educação informaram que fizeram uma análise criteriosa dos laudos e não verificaram problemas nos produtos que são disponibilizados para as refeições escolares. Com isso, a carne será mantida nas escolas.

A Secretaria Estadual da Educação disse que técnicos do Departamento de Alimentação e Assistência analisaram os laudos emitidos pelos órgãos fiscalizadores e concluíram não haver risco em manter o consumo de carne nas refeições servidas nas escolas do estado. "Apenas por precaução, a secretaria continuará a fazer novos testes na carne servida nas 3,2 mil escolas da rede - unidades onde a distribuição é feita pela pasta. A medida é de rotina e condiz com a prática habitual da secretaria em relação aos produtos fornecidos às crianças e jovens", diz o órgão, em nota.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal da Educação informou que "os produtos adquiridos pelas escolas municipais passam por diversos testes e precisam de laudos laboratoriais que comprovem a qualidade". A secretaria confirmou que as carnes da Friboi, uma das empresas sob investigação na operação, continuarão sendo servidas nas merendas já que esses produtos "não são produzidos nas localidades citadas na investigação". A rede municipal fornece refeições para quase 1 milhão de alunos.

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