Petistas protocolam representação contra Serraglio na PGR e na Comissão de Ética

Daiene Cardoso

Em Brasília

  • Pedro Ladeira/Folhapress

    Osmar Serraglio (PMDB-PR) participa da sessão CCJ sobre Eduardo Cunha, em julho de 2016

    Osmar Serraglio (PMDB-PR) participa da sessão CCJ sobre Eduardo Cunha, em julho de 2016

Os deputados Afonso Florence (PT-BA) e Robinson Almeida (PT-BA) entraram com representação na Comissão de Ética da Presidência da República e na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB). Os parlamentares não só pedem a abertura de investigação contra o peemedebista, como seu afastamento do cargo.

A investigação da Operação Carne Fraca flagrou ligação de Serraglio para o fiscal agropecuário Daniel Gonçalves Filho, apontado como um dos líderes da ação criminosa. Na conversa, o peemedebista, então deputado federal pelo Paraná, perguntou a Daniel sobre o possível fechamento de um frigorífico no interior do Paraná, base eleitoral do ministro. O fiscal agropecuário foi chamado por Serraglio de "chefe". "Ninguém chama os outros de chefe gratuitamente", concluiu Almeida.

À comissão, os petistas pedem a exoneração de Serraglio "dada a incompatibilidade de suas ações com a moralidade e probidade administrativa". Os petistas alegam que Serraglio está sob suspeição por ter interferido no processo.

Na PGR, os deputados defendem a abertura de investigação contra o ministro por interferência na conduta de um agente público. "Ele teve uma conduta inadequada para um ocupante do primeiro escalão do governo", sustentou Almeida.

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