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Juiz diz esperar que prisão domiciliar de Adriana Ancelmo sirva de 'exemplo'

27.mar.2017 - Cartazes em sinal de protesto contra a soltura de Adriana Ancelmo foram colocados na Avenida Delfim Moreira, esquina com a Rua Aristides Espínola, esquina da residência de Sérgio Cabral Filho, no Leblon, Zona Sul do Rio  - MAÍRA COELHO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
27.mar.2017 - Cartazes em sinal de protesto contra a soltura de Adriana Ancelmo foram colocados na Avenida Delfim Moreira, esquina com a Rua Aristides Espínola, esquina da residência de Sérgio Cabral Filho, no Leblon, Zona Sul do Rio Imagem: MAÍRA COELHO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Clarissa Thomé e Mariana Sallowicz

No Rio

29/03/2017 16h13

O juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal, assinou nesta quarta-feira (29) despacho para que a ex-primeira dama do Estado Adriana Ancelmo seja mantida em prisão domiciliar. Ela está presa preventivamente em Bangu 8 desde dezembro passado em decorrência das investigações da Operação Calicute, que apura esquema de propinas no governo do marido dela, o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).

Bretas reiterou os argumentos para a prisão domiciliar, autorizada por ele em 17 de março e posteriormente contestada pelo Ministério Público Federal, de que o casal tem dois filhos com 11 e 14 anos, que precisam dos cuidados da mãe.

"Espero que a decisão possa servir de exemplo a ser aplicado a muitas outras acusadas grávidas ou mãe de crianças que delas dependem e que respondem, encarceradas, a ações penais em todo território nacional", escreveu o juiz no despacho.

Ele manteve as restrições impostas a Adriana: manter-se afastada da direção das empresas envolvidas nas investigações da Calicute, não ter acesso a telefones, internet e receber visitas de parentes até terceiro grau e advogados.