Familiar de envolvido na Lava Jato sacou US$ 4,6 milhões de conta na Suíça em único dia

Jamil Chade, correspondente

Genebra

  • Rodrigo Félix Leal/Futura Press/Estadão Conteúdo

    Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, concede entrevista em 2016

    Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, concede entrevista em 2016

Uma movimentação bancária registrada no dia 21 de junho de 2010 chamou a atenção das agências reguladoras da Suíça. Uma pessoa da família de um brasileiro envolvido na Lava Jato retirou, em espécie, US$ 4,6 milhões de uma só conta (cerca de R$ 14,3 milhões). No mesmo dia, esse valor voltaria a uma nova conta, sob o nome de uma empresa recém-criada, no mesmo banco.

Os detalhes fazem parte de um documento do Tribunal de Bellinzona, numa sentença sobre o congelamento de contas de envolvidos no caso da Petrobras. O texto não revela nem o nome do brasileiro e nem o banco.

Segundo a sentença, de janeiro deste ano e publicada nesta semana, um processo criminal foi aberto no dia 11 de novembro de 2015 pelo Ministério Público da Confederação, "ordenando o sequestro de bens depositados em nome da sociedade A". A empresa só é citada por uma letra, que não representa sua inicial.

O MP admite que não existe nada contra os familiares da pessoa suspeita na investigação da Lava Jato. Mas estima que, diante das acusações nas delações, a conta precisaria ser bloqueada.

Ao final de 2014, a conta tinha US$ 7,4 milhões, dos quais, um total de US$ 2,2 milhões está congelado até que as investigações sejam concluídas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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