Rio tem segunda morte por febre amarela

Clarissa Thomé

Rio

A Secretaria Municipal de Silva Jardim, na Baixada Fluminense, confirmou a morte de um morador de 69 anos por febre amarela. O homem tomou a vacina contra a doença no próprio município no dia 19 e morreu na quinta-feira, 30, em Niterói, no Grande Rio, onde estava internado.

"Os exames iniciais deram negativo para dengue, zika e chikungunya e positivo para febre amarela. Agora aguardamos o resultado do teste que vai revelar se ele foi infectado pelo vírus vacinal ou vírus silvestre", afirmou a secretária de Saúde, Tereza Abrahão Fernandes.

O homem apresentou os sintomas dias depois de tomar a vacina. Ele chegou a ser atendido na Policlínica do município, mas foi transferido pela família para o Complexo Hospitalar de Niterói. Na quinta-feira, 29, o estado de saúde dele se agravou e ele voltou a ser internado na Unidade de Terapia Intensiva do CHN, onde morreu no dia seguinte.

"Ele era hipertenso em uso de medicação regular e apresentava desmaios. Passou por investigação neurológica, que não apontou a causa dos desmaios. Ele tinha um atestado de médica particular para tomar a vacina. Segundo a família, ele estava consciente dos riscos, mas queria se prevenir contra a febre amarela", afirmou a secretária. Segundo ela, o nome do paciente não foi divulgado a pedido da família.

Silva Jardim é cidade vizinha de Casimiro de Abreu, onde sete pessoas contraíram a doença, entre elas, Watila dos Santos, que morreu em 11 de março. Tereza informou que uma equipe de Vigilância em Saúde voltará à casa da família do homem de 69 anos para buscar novas informações.

O município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, registrou a primeira suspeita de febre amarela na Região Metropolitana do Rio. A paciente é uma mulher que foi internada na UTI do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, no domingo, 3. Amostras de sangue foram enviadas para o Laboratório Central Noel Nutels e os exames ficam prontos em sete dias.

A mulher de 31 anos apresentou sintomas como icterícia, febre e dor abdominal. "Ela não viajou nos últimos tempos. É pouco provável que esteja com febre amarela. Acabei de sair da casa dela e a visitei no hospital. Estamos fazendo diagnósticos diferenciais para dengue, zika e chikungunya", afirmou o secretário municipal de Saúde, José Carlos de Oliveira.

O Estado do Rio teve 9 casos de febre amarela confirmados até agora pela Secretaria de Estado de Saúde - sete em Casimiro de Abreu, com uma morte; um em São Fidélis, no Norte Fluminense, e um em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos (o homem contraiu a doença em Casimiro de Abreu).

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