Em menos de uma hora, 2 chacinas deixam ao menos 9 mortos em SP

Alexandre Hisayasu, Luiz Fernando Toledo e Priscila Mengue

São Paulo

Atiradores mataram ao menos nove homens e deixaram outros quatro feridos em duas chacinas entre a noite de terça-feira e a madrugada desta quarta-feira, 5, na capital paulista. Os casos foram no Jaçanã, na zona norte, e no Campo Limpo, zona sul, com um intervalo de menos de uma hora entre um e outro. O secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa, disse que inicialmente não se estabeleceu nenhuma relação entre os crimes.

No Jaçanã, segundo o relato à Polícia Civil de uma das vítimas que sobreviveram, dois homens em uma motocicleta prata atiraram na direção de um grupo de pessoas que estava em um bar na altura do número 23 da Rua Antônio Sérgio de Matos. Os criminosos fugiram.

Cinco homens morreram dentro do estabelecimento e outro na rua. Três ficaram feridos e foram socorridos aos Hospitais São Luiz Gonzaga, do Mandaqui, também na zona norte, e Geral de Guarulhos, na cidade vizinha da Grande São Paulo.

A chacina na zona norte aconteceu no Conjunto Habitacional Jova Rural, onde há uma base da Polícia Militar instalada a poucos metros do bar. Um Centro de Integração da Cidadania (CIC) também fica localizado em uma rua próxima. O proprietário do estabelecimento disse à polícia que não estava no local no momento do crime.

A investigação apurou que o atual proprietário comprou o bar há cerca de seis meses e tirou máquinas de caça-níqueis e bailes funk do local. Duas vítimas assassinadas trabalharam para o ex-dono do bar. É investigada a hipótese de um acerto de contas entre donos de máquinas caça-níqueis e traficantes.

As seis vítimas que morreram no bar são Sidnei Rodrigues Cordeiro, de 38 anos; Valdir Pereira de Souza, de 46; Adriano dos Anjos Silva, de 39; Wellington Claudino de Souza, de 35; Gilmar Vieira da Silva, de 39; e Fernando, cujos sobrenome e idade não foram informados. Apenas um deles tem passagem pela polícia - por tráfico e porte de drogas.

O que chamou a atenção dos policiais é que, apesar do grande número de vítimas e de tiros disparados, poucas cápsulas foram apreendidas. Para os investigadores, isso é um sinal de que os atiradores "conhecem os meios para rastrear uma arma".

Zona sul. Já no Campo Limpo, por volta da meia-noite, três homens foram mortos e um ficou ferido na altura do número 10 da Rua Professora Nina Stocco, na região do Jardim Catanduva.

Uma testemunha disse à Polícia Civil que dirigia uma moto com o amigo Wizmael Dias Correia, de 19 anos, na garupa e percebeu que outra moto com duas pessoas o perseguia. Ele tentou fugir, mas Correia se assustou e desceu. Em seguida, o garupa da moto sacou uma arma e atirou.

Já um entregador de pizza parou na rua para pedir informação quando duas pessoas em uma moto atiraram contra ele, que foi ferido na mão. Outras pessoas próximas também foram baleadas.

Além de Correia, Kayke Santos Moreira, de 20 anos, e Vinicius Aparecido Paula Guedes, de 19, foram levados ao Hospital Campo Limpo, mas não resistiram aos ferimentos. Nenhuma das vítimas tinha passagem pela polícia. As duas chacinas são investigadas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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