Instalação do Conselho de Ética da Câmara deve ficar para depois da Páscoa

Daiene Cardoso

Brasília

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deve marcar para depois do feriado de Páscoa a instalação da nova composição do Conselho de Ética. Maia pretende assinar o ato de instalação dos trabalhos na segunda-feira, 10.

Nesta quinta-feira, 6, o PMDB indicou seus representantes no colegiado, sendo dois membros da atual formação: Mauro Lopes (MG), que seguirá como titular, e Carlos Marun (MS), que continuará na suplência. Lopes já foi citado pelo ex-operador João Augusto Henriques por suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras, mas ele nega. Marun ficou conhecido por liderar a "tropa de choque" do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Casa.

O PMDB indicou para as outras duas vagas de titular Kaio Maniçoba (PE) e João Marcelo Souza (MA), filho do ex-presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (MA). Nas duas vagas restantes de suplente foram indicados Cabuçu Borges (AP) e Carlos Bezerra (MT), este último apontado como possível nome a integrar a lista dos políticos denunciados nas delações premiadas de ex-executivos da Odebrecht.

Dos 21 membros titulares do colegiado, até o momento, 13 foram formalizados pelos partidos. O PP, sigla que também está na mira dos investigadores da Operação Lava Jato, tem direito a indicar dois representantes, mas até agora o líder Arthur Lira (AL) não encaminhou os nomes. Entre os governistas, PSDB e PSB (2 vagas cada), além de Solidariedade e PTN (1 vaga cada), também não se manifestaram sobre as indicações.

Já foram indicados ao colegiado Marcos Rogério (DEM-RO), Sérgio Moraes (PTB-RS) - conhecido por ter dito que se lixa para a opinião pública - e Ronaldo Martins (PRB-CE), na vaga atualmente ocupada pela deputada Tia Eron (PRB-BA), dona do voto que sacramentou o andamento da cassação do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O PT decidiu manter no conselho os atuais titulares Leo de Brito (AC), Valmir Prascidelli (SP) e Zé Geraldo (PA). No ano passado, o trio foi alvo de pressão de Cunha para que votasse contra a continuidade do processo por quebra de decoro parlamentar. O estreante da bancada este ano será o ex-líder Vicentinho (SP), indicado para suplência.

O PR manteve José Carlos Araújo (BA) - atual presidente do conselho - entre os titulares, além de Laerte Bessa (DF), da bancada da bala. Os suplentes da sigla são Jorginho Mello (SC) e Paulo Freire (SP). Já o PSD formalizou Sandro Alex (PR), atual vice-presidente, e candidato ao cargo de presidente do conselho. Sandro Alex deve disputar o posto contra Marcos Rogério.

O PDT terá na única vaga de titular Pompeo de Mattos (RS) e Ronaldo Lessa (AL) na suplência. O PPS, que tinha uma participação combativa no grupo e pró-punição dos representados, perdeu a única titularidade que tinha direito após a redistribuição das vagas entre os partidos.

A eleição para a mesa que comandará os trabalhos pode acontecer com a presença mínima de 11 membros. No entanto, a sessão de instalação e eleição da mesa só pode acontecer quando Maia agendar a data da reunião do colegiado.

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