Doria: Pedir é papel institucional do prefeito e setor privado pode responder

Celia Froufe, enviada especial

Lisboa

O prefeito de São Paulo, João Doria, disse nesta quarta-feira, 19, que adota uma forma de atuar sem que seja necessário falar mal ou culpar seu antecessor pelos compromissos que não se consegue cumprir. "Nunca tente fazer política com retrovisor. Em vez de perder tempo falando mal do seu antecessor, ajude a encontrar soluções. Você foi eleito para resolver os problemas, não perdemos tempo falando mal de quem passou", disse, citando que, para isso, faz visitas surpresas a hospitais, escolas e creches.

Sem dizer que se tratava de uma resposta aos céticos de que as empresas podem colaborar com a gestão pública sem exigir contrapartida, Doria afirmou que pedir também é o papel institucional de um prefeito. "Faço isso para que o setor privado possa responder como empresas cidadãs", pontuou. Ele também disse que, se pudesse ter algum poder na área Legislativa, atuaria para reduzir o volume de impostos sobre os medicamentos. "Não faz sentido ter 19% de impostos para medicamentos."

Doria fez estas afirmações durante o segundo dia do V Seminário Luso-Brasileiro de Direito, promovido na capital portuguesa pela Escola de Direito de Brasília do Instituto Brasiliense de Direito Público (EDB/IDP) e pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (Fdul). O prefeito chegou atrasado ao evento porque esteve antes em Roma para um encontro com o Papa Francisco.

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