Em frangalho político, Rio viverá crise por até 10 anos

No Rio

  • Carlos Eduardo Cardoso/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

    Inscrição de SOS em protesto na Universidade do Estado do Rio de Janeiro

    Inscrição de SOS em protesto na Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Mergulhado em caos econômico, político e social, o Rio tenta entender como chegou à maior crise de sua história. O rombo do Estado neste ano, de R$ 22 bilhões, é resultado de uma combinação que inclui recessão econômica, apagão da indústria de óleo e gás em decorrência dos problemas na Petrobrás, queda da arrecadação e déficit previdenciário.

"A situação é falimentar", diz o secretário da Fazenda, Gustavo Barbosa. A Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) prevê que, nas bases atuais, o Rio voltará a arrecadar mais do que gasta somente em 2029. Apenas em 2038 o Estado será capaz de pagar, integralmente, os juros e a amortização da dívida com a União.

A corrupção disseminada por toda a administração agravou o quadro e acabou por levar à prisão um ex-governador, ex-secretários e cinco dos sete conselheiros do Tribunal de Contas. O procurador da República Sérgio Pinel, da força-tarefa da Lava Jato no Estado, diz que os desvios atribuídos pelas investigações ao ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e seu grupo político ajudaram a piorar a situação.

"Quando você tem o Estado governado por pessoas que se pautavam por interesses particulares, isso acaba ensejando opções políticas que não são as melhores para a sociedade."

Hoje falta dinheiro para o pagamento de salários dos servidores, para a distribuição de remédios na rede pública de saúde e até para o abastecimento de viaturas da polícia. Investimentos novos, nem pensar. E programas que foram vitrines, como as Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), estão à beira do colapso.

O descalabro do Rio expõe de forma mais aguda o desarranjo que atinge do setor público em quase todo o país, resultado principalmente de inépcia administrativa e profundo desprezo pela seriedade no trato das contas públicas.

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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