PT abre Congresso com defesas à candidatura de Lula para 2018

Daniel Weterman

São Paulo

  • DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

    Lula escuta a senadora Gleisi Hoffmann, com a camisa com a imagem do ex-presidente, durante Congresso Nacional do PT, em São Paulo

    Lula escuta a senadora Gleisi Hoffmann, com a camisa com a imagem do ex-presidente, durante Congresso Nacional do PT, em São Paulo

A abertura da etapa estadual do Congresso Nacional do PT, em São Paulo, nesta sexta-feira (5), já traz o clima da principal bandeira do partido este ano: antecipar as eleições presidenciais e eleger o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a presidência da República.

Cartazes, faixas e adesivos pedem a saída do presidente Michel Temer (PMDB) do cargo e aclamam Lula como o próximo presidente. Nas caixas de som, tocam jingles de campanhas de Lula em 2002 e 2006.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a cinco dias de prestar depoimento ao juiz Sérgio Moro na Operação Lava Jato, estará ao lado do ex-presidente uruguaio Pepe Mujica na abertura do Congresso Estadual.

O evento ocorre na Quadra dos Bancários, na Sé, na capital paulista, e reúne militantes petistas para eleger a nova diretoria do partido no Estado. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho deve ser eleito no domingo, 7, como presidente do diretório estadual da legenda. Ele é apoiado por Lula para o cargo.

Marinho divulgou um documento, que está sendo distribuído aos militantes, defendendo a elaboração de um programa para o PT nas eleições de 2018 ao governo do Estado e à presidência da República.

Marinho defende o combate às ideias do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), que está sendo cogitado para ser candidato ao Planalto no próximo ano, e as políticas do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que já declarou que pretende concorrer ao Planalto. Marinho disse que é preciso combater "o objetivo de Doria ao radicalizar no antipetismo e nos ataques gratuitos ao presidente Lula".

O ex-prefeito também afirma que o partido cometeu erros e que é preciso corrigi-los. "É verdade que o PT também cometeu erros, é importante assumir, afinal o nosso partido está vivendo a maior crise da sua história. Erramos ao reproduzir as mesmas práticas da política tradicional, ao abrirmos mão de fazermos diferente."

Os dois candidatos a sucederam Rui Falcão na presidência nacional do partido, os senadores Gleisi Hoffmann (PR) e Lindbergh Farias (RJ), também participam da abertura do Congresso.

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